Eu o vejo como um vinho na prateleira mais alta do supermercado. Alto e inalcançável, mas que causa incansável cobiça.
Pode até ser insegurança minha, mas essa felicidade a curto prazo com data marcada pra acabar faz com que eu sempre fique um passo atrás do que eu gostaria.
Sei que por tudo que ele diz, eu deveria pensar coisas mais positivas de nós, mas pareço tão pequena ás vezes.
Sabe aquela história de que as pessoas que passam pelas nossas vidas sempre deixam alguma coisa pra trás? Meu último relacionamento me destruiu. Transformou-me numa pessoa pobre e complexada. Insegura e idiota. Fez-me dependente de pensamentos;
Agora o silêncio me afeta muito. Mais que isso, a falta de saber.
Preciso de declarações de amor diárias. Preciso de mais preocupação, de menos liberdade.
Como um animal que viveu muito tempo preso numa gaiola e agora não consegue se adaptar ao seu habitat natural. Que tristeza. Juro.
Ele pra mim parece ( e é ) tudo que eu sempre quis. Lindo, inteligente, encantador, divertido, simples, solto, livre... mas parece que não é real, ou melhor: é real, mas é uma realidade distante de mim. Precisamente 1.400km. Ainda existe um abismo entre nós dois; e isso é imposto, não natural. Fatidicamente culpa minha. Não diretamente, mas é.
O amor tem pressa. Não pode ficar esperando eu terminar de estudar; não pode ficar plantado, sendo regado e esperando crescer naturalmente (ou por fotossíntese). Não pode sobreviver de esperas, de férias ou feriados. Ou pode e eu sou carente demais?
De um jeito ou de outro, quando menos esperamos, vem uma vaca e come tudo. O amor deve ser cuidado e vigiado de perto. Meticulosamente vistoriado, para não dar margem para erros e desastres naturais que a vida nos prepara.
sábado, 14 de janeiro de 2012
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