terça-feira, 31 de maio de 2011

Os planos se formulam na minha cabeça contra a minha vontade. Contra o meu cansaço e desânimo.
A quebra de planos e de sonhos já me esfarelou em micro pedaços várias vezes. O coração, lá: em coma. A pior sensação de vazio já experimentada. Mas a cabeça ainda persistente em planejar.
Um dia boto fé que possam ser concretizados. Não tenho ninguém específico em mente. Mas eu tenho o sonho. Aquela coisa bem mitológica, tipo: casar e ter filhinhos cabeludinhos. Uma tarefa hercúlea pra mim, mas enfim... Toda a minha fé é depositada nos meus sonhos. Todo o resto, não importa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fiquei um mês sem escrever e já parece que foi uma década. Nesse meio tempo muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, e tudo numa velocidade absurda. Ou seja, virei maratonista. E maratonistas não têm tempo pra escrever, nem assunto definido, principalmente quando não sabem bem pra onde estão correndo. A sorte é que eles têm o pé no chão. O que não os livra de tropeços. E depois de colecionar uns arranhões sobro eu aqui, estranhando tudo o que foi escrito antes de hoje. Era outra pessoa, outro contexto, outro capítulo, mas, ainda sim, é uma placa me indicando o caminho de volta. Resumindo: acho meus textos antigos uma bela bosta, mas ainda assim sou eu - e de nós mesmos não dá pra fugir (nem correndo).
Teve gente que me pediu pra voltar com o blog, gente que esqueceu, gente que me classificava como “blogueira” quando nem sabia o endereço. No fim das contas, a maior platéia aqui sou eu. E, com periodicidade ou não (aposte no “não”), fazer algo por ela é minha única intenção nesse espaço. A minha vida tá maluca, mas tá incrivelmente gostosa. Acordo, tomo banho e nesse meio tempo já odiei e amei tudo umas 500 vezes. Oscila, mas o saldo continua positivo. Os lucros, vou compartilhando por aqui.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Descobri que sou forte...

Porque sei que ser forte é amar alguém em silêncio; é fingir alegria quando não se sente; é sorrir quando se deseja chorar; é consolar quando se precisa de consolo; é calar quando o ideal seria gritar; é irradiar felicidade quando se é infeliz; é esperar quando não se acredita no retorno; é manter-se calmo no desespero; é elogiar quando se tem vontade de ser elogiado; é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços; é ter fé naquilo que não se acredita mais; é perdoar alguém que não merece o perdão; é lutar mesmo que sem forças. É, eu sou forte.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mais do que politico em época de eleição, eu ando falando em construir uma ponte. Pontes ligam um lado que precisa alcançar o outro, então a minha não será diferente. Pontes conseguem unir grandes distâncias, então a minha cumprirá o propósito.Uma ponte. Quero uma simples, onde passem de carros a histórias inteiras. Que facilite o percurso de alguns planos que vierem. Que passe por cima de tudo, traga o outro lado para perto e simplesmente....ligue. Que ligue a última vez que eu vi meu reflexo no teu olho a esse reflexo tão sozinho que ando vendo no espelho. Que ligue o som da nossa risada a cada coisa triste que eu fizer com os meus dias. Nós somos feitos de planos, mas quem disse que isso facilitaria a prática? Veja de perto aquela maturidade bem ensaiada perder para uma insegurança desafinada. Enquanto isso eu estarei aqui, vendo você sumir naquela terra que eu me orgulhava por chamar de minha. E que hoje, como uma amiga irônica e infiel, te abraça muito mais forte do que eu. Mas antes que eu fraqueje mais uma vez, acredite nessa ponte. Ligue os pontos. Tão simples quanto unir A mais B é ver que o meu traçado aqui não tem falhas. Continua decidido e sempre na sua direção. E, bom, talvez eu realmente seja fraca. Talvez a saudade me faça fraca. Mas desde que você mudou a minha realidade, eu aprendi a decidir o que é real. E ter você tão longe só pode ser uma mentira. "Se alguma coisa pode dar certo, por que iria dar errado?" Corações podem até não ser muito racionais e fraquejar nas horas mais importantes. Mas se é por você, o meu não vai desistir. Me espera.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

engraçado né, ontem eu pensava que você era tudo pra mim. Meu ar, minha vida, minha metade da laranja. Agora que o tempo passou, percebo o quanto fui infantil ao acreditar nisso. Ao acreditar cegamente nas suas palavras, nos seus gestos. Estar disposta a ficar contra tudo e contra todos. Aceitar seu ciúmes, me afastar dos meus amigos. Tudo foi em vão. Mas agora acabou. E o mais prejudicado foi você. É, acredite, você! E sabe por que? Porque eu te amei de verdade. E acho difícil encontrar outra que ame tanto, que seja fiel, e tenha todas as qualidades que eu tenho. É amor, o único que perdeu nessa história, foi você!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bom, hoje posso dizer que o desprendimento é meu mais novo analgésico. Mas nem sempre foi assim. Como quando eu te vi mudar tanto. De amigo companheiro, passava a ser superficial e estranho. E eu passava a ser um serzinho torturado, ofendido e inconformado. Lutei, mas me afastei, porque da dor a gente se afasta. Ou pelo menos, deveria se afastar.E aí a gente chega naquele ponto onde acredita que o rumo que a vida tomou foi o mais certo: “é melhor assim”. Quando, no fundo, eu me contorcia por não poder controlar tempo, espaço e caráter. Por ver, impotente, você se tornar algo tão idiota e distante do que um dia foi. Se é que um dia foi. Olha, até confesso: em cada relacionamento a reciprocidade sempre foi uma medida categorizada e classificada exclusivamente por mim. Injusto? Muito. Estúpido? Demais. Mas adivinhe quem sempre acabava perdendo o jogo?Um jogo. Expectativa e realidade são como um jogo vicioso onde quem ganha é sempre o azar. Azar de quem espera sempre o máximo das pessoas e não reconhece sorte do mínimo gesto de retorno. De quem não sabe equilibrar perdas e ganhos. Azar de quem nasceu carente assim.No fim das contas, em qualquer relacionamento, a melhor parte do que se ganha é justamente o que a gente não pediu. Como um brinde inesperado que te faça sentir "cliente especial". Mas e quando a gente não recebe, é errado achar que mesmo assim temos direito?E eu sinto a sua falta sem querer sentir. Me culpo, mas só depois de soterrar você em erros maiores. E eu sei, mais uma vez, que “é melhor assim”. Ainda que essa decepção machuque tanto. Ainda que alguém me diga que se não volta, é porque nunca tive- se é que eu tive.Antes que eu me despeça da culpa (a nossa) achando que "algumas pessoas simplesmente não se importam”, esqueço a saudade, finjo independência e me consolo: intensidade continua sendo o melhor (e o pior) em mim.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

As palavras “nunca” e “sempre” pareciam-me hipérboles ridículas e desnecessárias antes de conhecer você, mas não existem, no meu vocabulário, palavras para expressar melhor o meu amor e a minha vontade, senão essas.
Prometi para mim mesma que não me deixaria levar pelo amor; não diria “eu te amo” e nunca me entregaria facilmente. As caras, bocas e frases bobas de pessoas apaixonadas não sairiam da minha boca jamais. Porém meus olhos traíram-me quando te viram; tive que esquecer minhas promessas e refazer meus planos.
Desde então você passou a ser coisa mais estimada e preciosa da minha vida. você passou a ocupar meu coração por inteiro, sem deixar brechas, preenchendo os espaços perfeitamente.
Onde não tinha vida você fez reviver, onde não tinha graça você divertiu, onde não tinha esperanças você fez ser possível.
O tanto que perambulei, o tanto que vaguei sem propósito e todas as atitudes que tomei sem sentido me trouxeram até você. Hoje sou capaz de entender tudo que passei.
Por tudo que você é para mim e por tudo que você faz por mim: ‘se eu não puder fazer a pessoa mais feliz eu chego o mais perto disso possível.’