sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu o vejo como um vinho na prateleira mais alta do supermercado. Alto e inalcançável, mas que causa incansável cobiça.
Pode até ser insegurança minha, mas essa felicidade a curto prazo com data marcada pra acabar faz com que eu sempre fique um passo atrás do que eu gostaria.
Sei que por tudo que ele diz, eu deveria pensar coisas mais positivas de nós, mas pareço tão pequena ás vezes.
Sabe aquela história de que as pessoas que passam pelas nossas vidas sempre deixam alguma coisa pra trás? Meu último relacionamento me destruiu. Transformou-me numa pessoa pobre e complexada. Insegura e idiota. Fez-me dependente de pensamentos;
Agora o silêncio me afeta muito. Mais que isso, a falta de saber.
Preciso de declarações de amor diárias. Preciso de mais preocupação, de menos liberdade.
Como um animal que viveu muito tempo preso numa gaiola e agora não consegue se adaptar ao seu habitat natural. Que tristeza. Juro.
Ele pra mim parece ( e é ) tudo que eu sempre quis. Lindo, inteligente, encantador, divertido, simples, solto, livre... mas parece que não é real, ou melhor: é real, mas é uma realidade distante de mim. Precisamente 1.400km. Ainda existe um abismo entre nós dois; e isso é imposto, não natural. Fatidicamente culpa minha. Não diretamente, mas é.
O amor tem pressa. Não pode ficar esperando eu terminar de estudar; não pode ficar plantado, sendo regado e esperando crescer naturalmente (ou por fotossíntese). Não pode sobreviver de esperas, de férias ou feriados. Ou pode e eu sou carente demais?
De um jeito ou de outro, quando menos esperamos, vem uma vaca e come tudo. O amor deve ser cuidado e vigiado de perto. Meticulosamente vistoriado, para não dar margem para erros e desastres naturais que a vida nos prepara.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dia dos pais...

Quem me conhece sabe: falar do meu pai nunca foi tarefa fácil. Mais difícil que isso, era aceitar diariamente minha relação conturbada com o velho. Sendo assim, em todo mês de agosto eu saía por aí questionando comercial de dia dos pais mais do que padre em tempo de inquisição. Achava tudo aquilo uma besteira, achava que ficava longe da realidade. Até que fui eu quem ficou longe. E, por incrível que pareça, aquela realidade questionável ficou perto.
Meu pai viajou por dois dias e sem notícias dele uma aflição tomou conta do meu coração. Vê-lo entrando pela porta de casa com a cara mais deslavada possível e ter a vontade de abraça-lo até que ele tirasse os meus pés do chão. Cá pra nós, finalmente tinha acontecido: a gente se enxergou. Ele como pai, eu como filha. Uma constatação óbvia, mas totalmente digna dos antigos comerciais mentirosos. Totalmente real.
E assim, de repente,como essas coisas que acontecem quando a gente tá vendo Faustão no domingo, eu vi o homem engraçadinho que eu meu pai é. Vi o jeito como ele insiste em perguntar 500 vezes se eu botei o casaco na bolsa; vi os trocadilhos bobinhos que ele faz só pra me fazer rir à toa; vi graça na insistência dele em ser um pai muito moderno, internético e, finalmente, presente. Pra mim, só pra mim.
Depois de ver tanta coisa, o melhor foi ver que era possível. Que esse amor não só existia, como também é maior do que eu imaginava. Que, para as tantas histórias que ouvi por aí de pais distantes, finais felizes não são exclusivos de comerciais românticos. Muito menos dos começos. E apesar de já fazer tanto tempo, a nossa começa agora.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os planos se formulam na minha cabeça contra a minha vontade. Contra o meu cansaço e desânimo.
A quebra de planos e de sonhos já me esfarelou em micro pedaços várias vezes. O coração, lá: em coma. A pior sensação de vazio já experimentada. Mas a cabeça ainda persistente em planejar.
Um dia boto fé que possam ser concretizados. Não tenho ninguém específico em mente. Mas eu tenho o sonho. Aquela coisa bem mitológica, tipo: casar e ter filhinhos cabeludinhos. Uma tarefa hercúlea pra mim, mas enfim... Toda a minha fé é depositada nos meus sonhos. Todo o resto, não importa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fiquei um mês sem escrever e já parece que foi uma década. Nesse meio tempo muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, e tudo numa velocidade absurda. Ou seja, virei maratonista. E maratonistas não têm tempo pra escrever, nem assunto definido, principalmente quando não sabem bem pra onde estão correndo. A sorte é que eles têm o pé no chão. O que não os livra de tropeços. E depois de colecionar uns arranhões sobro eu aqui, estranhando tudo o que foi escrito antes de hoje. Era outra pessoa, outro contexto, outro capítulo, mas, ainda sim, é uma placa me indicando o caminho de volta. Resumindo: acho meus textos antigos uma bela bosta, mas ainda assim sou eu - e de nós mesmos não dá pra fugir (nem correndo).
Teve gente que me pediu pra voltar com o blog, gente que esqueceu, gente que me classificava como “blogueira” quando nem sabia o endereço. No fim das contas, a maior platéia aqui sou eu. E, com periodicidade ou não (aposte no “não”), fazer algo por ela é minha única intenção nesse espaço. A minha vida tá maluca, mas tá incrivelmente gostosa. Acordo, tomo banho e nesse meio tempo já odiei e amei tudo umas 500 vezes. Oscila, mas o saldo continua positivo. Os lucros, vou compartilhando por aqui.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Descobri que sou forte...

Porque sei que ser forte é amar alguém em silêncio; é fingir alegria quando não se sente; é sorrir quando se deseja chorar; é consolar quando se precisa de consolo; é calar quando o ideal seria gritar; é irradiar felicidade quando se é infeliz; é esperar quando não se acredita no retorno; é manter-se calmo no desespero; é elogiar quando se tem vontade de ser elogiado; é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços; é ter fé naquilo que não se acredita mais; é perdoar alguém que não merece o perdão; é lutar mesmo que sem forças. É, eu sou forte.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mais do que politico em época de eleição, eu ando falando em construir uma ponte. Pontes ligam um lado que precisa alcançar o outro, então a minha não será diferente. Pontes conseguem unir grandes distâncias, então a minha cumprirá o propósito.Uma ponte. Quero uma simples, onde passem de carros a histórias inteiras. Que facilite o percurso de alguns planos que vierem. Que passe por cima de tudo, traga o outro lado para perto e simplesmente....ligue. Que ligue a última vez que eu vi meu reflexo no teu olho a esse reflexo tão sozinho que ando vendo no espelho. Que ligue o som da nossa risada a cada coisa triste que eu fizer com os meus dias. Nós somos feitos de planos, mas quem disse que isso facilitaria a prática? Veja de perto aquela maturidade bem ensaiada perder para uma insegurança desafinada. Enquanto isso eu estarei aqui, vendo você sumir naquela terra que eu me orgulhava por chamar de minha. E que hoje, como uma amiga irônica e infiel, te abraça muito mais forte do que eu. Mas antes que eu fraqueje mais uma vez, acredite nessa ponte. Ligue os pontos. Tão simples quanto unir A mais B é ver que o meu traçado aqui não tem falhas. Continua decidido e sempre na sua direção. E, bom, talvez eu realmente seja fraca. Talvez a saudade me faça fraca. Mas desde que você mudou a minha realidade, eu aprendi a decidir o que é real. E ter você tão longe só pode ser uma mentira. "Se alguma coisa pode dar certo, por que iria dar errado?" Corações podem até não ser muito racionais e fraquejar nas horas mais importantes. Mas se é por você, o meu não vai desistir. Me espera.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

engraçado né, ontem eu pensava que você era tudo pra mim. Meu ar, minha vida, minha metade da laranja. Agora que o tempo passou, percebo o quanto fui infantil ao acreditar nisso. Ao acreditar cegamente nas suas palavras, nos seus gestos. Estar disposta a ficar contra tudo e contra todos. Aceitar seu ciúmes, me afastar dos meus amigos. Tudo foi em vão. Mas agora acabou. E o mais prejudicado foi você. É, acredite, você! E sabe por que? Porque eu te amei de verdade. E acho difícil encontrar outra que ame tanto, que seja fiel, e tenha todas as qualidades que eu tenho. É amor, o único que perdeu nessa história, foi você!