domingo, 19 de fevereiro de 2012

Na hora certa!

E como vai o seu coração?

Tá ótimo! Sereno e tranqüilo.

Como assim? Não está apaixonada?

Sim… apaixonada por muitos sonhos, planos, projetos… mas nenhuma pessoa em especial.

Mas quando você fala de amor os seus olhos brilham…

Sempre vão brilhar… o amor é um sentimento com essa característica, ainda que eu não esteja apaixonada.

Mas não tem ninguém? Ninguém mesmo?

Bom… veja bem… até que vez ou outra aparece alguém com quem é gostoso ficar…receber e fazer carinho… mas ninguém que tenha conseguido ganhar o meu coração.

Ahhh já sei! Você ainda é apaixonada pelo ex!

Não mesmo! Os nossos caminhos já não eram os mesmos há algum tempo.

Você não sente falta de um namorado?

As vezes sim, mas nesse momento, a maioria das vezes…não.

Eu não consigo acreditar nisso! Você sempre tinha o coração ocupado por alguém…desde a terceira série que você tem sempre um amor platônico.

É verdade… já amei muito… e ainda quero amar outras vezes, mas até então eu não sabia amar… agora eu aprendi.

Mas sempre achei você tão dedicada e entregue aos seus parceiros.

É verdade! Era assim mesmo… e vai continuar sendo… a única diferença é que agora a minha felicidade vem em primeiro lugar. Antes eu não sabia ser feliz sozinha… precisava deles pra me dar felicidade.

E agora você sabe?

Sei… aprendi e ainda estou aprendendo.

E quando chegar o próximo?

Quando ele chegar… vou estar madura e com as experiências passadas, vou estar leve e livre, vou estar com a segurança que me fazia falta em todos os amores passados, vou estar com um sorriso que vai fazer ele entender que estou pronta para amá-lo.

E você tem pressa de que isso aconteça?

Nenhuma! Quero que ele venha na hora certa… na hora que esse amor tiver mesmo que acontecer. Eu estarei muito preparada para fazê-lo feliz!

E até lá…

Até lá eu vou seguindo apaixonada por mim… e que esse amor seja eterno!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Nos “começos” eu sou boa. Sempre fui; tenho agora que aprender a desenvolver os “meios” e os “fins”.
Meu lema poderia ser “nunca mais romance, nunca mais cinema [...]”, mas sou falha, minha carne é fraca; não resisto aos meus instintos carnais e emocionais.
Meu coração fica lá dizendo que está pronto e que quer mais uma dose de adrenalina, que quer ser quebrado novamente.
Mais uma dose daquela dorzinha irresistível de sofrimento.
Aquela sensação única que faz eu me sentir super viva e humana.
É essa a realidade que eu tenho que enfrentar toda vez?
As idéias e as palavras andam flutuando desconexas na minha cabeça. Ultimamente é difícil escrever.
E ainda dizem que o sofrimento estimula o pensamento humano...
Mas no final de um ciclo estamos sempre prontos para partir de novo os nossos corações. Não vai ser a primeira vez nem a última.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

E no meio de tanta gente eu encontrei vocês...

Não gente, esse não é mais um dos meus textinhos de amor, desilusão ou desapego. Na verdade não deixa de ser de amor, mesmo que sem querer querendo. Amor de 6, pode?

Seis meninas. Opa, pera lá, SEIS MULHERES. Muitas particularidades. Inúmeros defeitos. Centenas de semelhanças. Um amor.

É, girls. Pensando no futuro comecei a imaginar a nossa formatura. Parece que tá longe, né? De repente me bateu um tapa de realidade. 2 anos e meio. Uma despedida? Não mesmo! Não sei vocês mas eu não imagino mais a minha vida sem aquela loirona metida a miss simpatia e toda a sua sinceridade (que as vezes chega a doer de tão sincera, né Adri? hahahaha), a Fabiola com seus convites super legais (nível estoril!) mas todo o seu carinho e prestatividade sempre pronta a ajudar todo mundo, a nossa Laurinha e as suas oscilações de humor (principalmente na parte da manhã) que chegam a dar medo mas com seu coração gigante, sem falar naquela panicat que humilha a gente com seu corpitcho feio, né dupla? aquela lá calma mesmo só na base do remédio, né dona Jacqueline? Hahaha e claro, não podemos esquecer, como esquecer ? as grosserias da poia da Paulinha sempre com um coice na ponta da língua quando precisamos de um ombro amigo. Ah, e tem eu né? Centrada, madura, inteligente, linda... AH VÁ! PAREI :x

Otárias, biscas, putas veias. A palavra amizade tem mais sentido agora. Conversas que só tem graça se forem na hora estudar, madrugadas que só rendem aprendizado se forem na Adri (e se a prova for no dia seguinte), notas baixas que só não são tão ruins porque tá todo mundo na merda junto, trabalhos que se forem em grupo tem que ser de SEIS pessoas e se não for a gente faz ser, noites do pijama sensual que de sensual só tem o nome, cachaças que só tem graça se vierem seguidas de um ‘que isso novinha?’ pra dançarmos até o chão, aulas chatas pra caramba que só são superadas com muitos bilhetinhos e mensagens, almoços que só são bem digeridos com muito refrigerante (e celulites de brinde), desilusões amorosas que só não são tão doloridas porque é dor dividida em SEIS.

É muita mulher pertubada. É muita TPM todo mês. É muito coração partido junto. O resultado disso? Um sexteto. Uma amizade pra vida toda (tenho certeza absoluta disso). Futuras cirurgiões-dentistas muito bem servidas de parceria e ombro pra chorar. (af, que deprê!)

Na moral suas piriguetes, compro briga com qualquer um por vocês, corto qualquer pinto que precisar, puxo os cabelo de qualquer piranha, vou na puta que pariu de bicicletinha se isso for preciso. Se nada der certo nas nossas vidas profissionais (xô urucubaca! Seremos rycas e bem- sucedidas), a faculdade já vai ter valido a pena porque a gente se conheceu. Os namorados que me perdoem, mas almas-gêmeas somos nós e o resto é só coadjuvante hahahahahaha.

Se vai dar tudo certo eu não sei, só sei que se der errado eu to com vocês e não abro! SEMPRE!!! =*

sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu o vejo como um vinho na prateleira mais alta do supermercado. Alto e inalcançável, mas que causa incansável cobiça.
Pode até ser insegurança minha, mas essa felicidade a curto prazo com data marcada pra acabar faz com que eu sempre fique um passo atrás do que eu gostaria.
Sei que por tudo que ele diz, eu deveria pensar coisas mais positivas de nós, mas pareço tão pequena ás vezes.
Sabe aquela história de que as pessoas que passam pelas nossas vidas sempre deixam alguma coisa pra trás? Meu último relacionamento me destruiu. Transformou-me numa pessoa pobre e complexada. Insegura e idiota. Fez-me dependente de pensamentos;
Agora o silêncio me afeta muito. Mais que isso, a falta de saber.
Preciso de declarações de amor diárias. Preciso de mais preocupação, de menos liberdade.
Como um animal que viveu muito tempo preso numa gaiola e agora não consegue se adaptar ao seu habitat natural. Que tristeza. Juro.
Ele pra mim parece ( e é ) tudo que eu sempre quis. Lindo, inteligente, encantador, divertido, simples, solto, livre... mas parece que não é real, ou melhor: é real, mas é uma realidade distante de mim. Precisamente 1.400km. Ainda existe um abismo entre nós dois; e isso é imposto, não natural. Fatidicamente culpa minha. Não diretamente, mas é.
O amor tem pressa. Não pode ficar esperando eu terminar de estudar; não pode ficar plantado, sendo regado e esperando crescer naturalmente (ou por fotossíntese). Não pode sobreviver de esperas, de férias ou feriados. Ou pode e eu sou carente demais?
De um jeito ou de outro, quando menos esperamos, vem uma vaca e come tudo. O amor deve ser cuidado e vigiado de perto. Meticulosamente vistoriado, para não dar margem para erros e desastres naturais que a vida nos prepara.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dia dos pais...

Quem me conhece sabe: falar do meu pai nunca foi tarefa fácil. Mais difícil que isso, era aceitar diariamente minha relação conturbada com o velho. Sendo assim, em todo mês de agosto eu saía por aí questionando comercial de dia dos pais mais do que padre em tempo de inquisição. Achava tudo aquilo uma besteira, achava que ficava longe da realidade. Até que fui eu quem ficou longe. E, por incrível que pareça, aquela realidade questionável ficou perto.
Meu pai viajou por dois dias e sem notícias dele uma aflição tomou conta do meu coração. Vê-lo entrando pela porta de casa com a cara mais deslavada possível e ter a vontade de abraça-lo até que ele tirasse os meus pés do chão. Cá pra nós, finalmente tinha acontecido: a gente se enxergou. Ele como pai, eu como filha. Uma constatação óbvia, mas totalmente digna dos antigos comerciais mentirosos. Totalmente real.
E assim, de repente,como essas coisas que acontecem quando a gente tá vendo Faustão no domingo, eu vi o homem engraçadinho que eu meu pai é. Vi o jeito como ele insiste em perguntar 500 vezes se eu botei o casaco na bolsa; vi os trocadilhos bobinhos que ele faz só pra me fazer rir à toa; vi graça na insistência dele em ser um pai muito moderno, internético e, finalmente, presente. Pra mim, só pra mim.
Depois de ver tanta coisa, o melhor foi ver que era possível. Que esse amor não só existia, como também é maior do que eu imaginava. Que, para as tantas histórias que ouvi por aí de pais distantes, finais felizes não são exclusivos de comerciais românticos. Muito menos dos começos. E apesar de já fazer tanto tempo, a nossa começa agora.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os planos se formulam na minha cabeça contra a minha vontade. Contra o meu cansaço e desânimo.
A quebra de planos e de sonhos já me esfarelou em micro pedaços várias vezes. O coração, lá: em coma. A pior sensação de vazio já experimentada. Mas a cabeça ainda persistente em planejar.
Um dia boto fé que possam ser concretizados. Não tenho ninguém específico em mente. Mas eu tenho o sonho. Aquela coisa bem mitológica, tipo: casar e ter filhinhos cabeludinhos. Uma tarefa hercúlea pra mim, mas enfim... Toda a minha fé é depositada nos meus sonhos. Todo o resto, não importa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fiquei um mês sem escrever e já parece que foi uma década. Nesse meio tempo muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, e tudo numa velocidade absurda. Ou seja, virei maratonista. E maratonistas não têm tempo pra escrever, nem assunto definido, principalmente quando não sabem bem pra onde estão correndo. A sorte é que eles têm o pé no chão. O que não os livra de tropeços. E depois de colecionar uns arranhões sobro eu aqui, estranhando tudo o que foi escrito antes de hoje. Era outra pessoa, outro contexto, outro capítulo, mas, ainda sim, é uma placa me indicando o caminho de volta. Resumindo: acho meus textos antigos uma bela bosta, mas ainda assim sou eu - e de nós mesmos não dá pra fugir (nem correndo).
Teve gente que me pediu pra voltar com o blog, gente que esqueceu, gente que me classificava como “blogueira” quando nem sabia o endereço. No fim das contas, a maior platéia aqui sou eu. E, com periodicidade ou não (aposte no “não”), fazer algo por ela é minha única intenção nesse espaço. A minha vida tá maluca, mas tá incrivelmente gostosa. Acordo, tomo banho e nesse meio tempo já odiei e amei tudo umas 500 vezes. Oscila, mas o saldo continua positivo. Os lucros, vou compartilhando por aqui.