
sábado, 21 de abril de 2012
Saudade é assim...

domingo, 1 de abril de 2012
Eu prometo.

Prometo ficar quieta e quase sem respirar.
Prometo fingir que a sua pele não me causa nenhum arrepio.
Prometo te beijar com os olhos abertos e lembrando da escalação de algum time.
Prometo escapar do seu abraço e fazer de conta que não gosto dele.
Prometo mudar de lugar quando perceber que você se aproxima.
Prometo fechar os olhos para não encarar os seus.
Prometo apenas sorrir quando você perguntar o que estou pensando.
Prometo mudar de assunto quando você falar que gosta de mim.
Prometo escapar das suas mãos na primeira oportunidade.
Prometo não pensar em você, quando estiver longe.
Prometo deletar o número do seu celular na minha agenda.
Prometo não me concentrar no seu sorriso.
Prometo ir embora sempre que sentir vontade de ficar.
Prometo não perceber o quanto você é doce e carinhoso.
Prometo lembrar que estamos só “de passagem”.
Prometo entender que não posso ter você quando tiver vontade.
Prometo saber separar sexo de amor, paixão de tesão e corpo de coração.
Prometo não misturar, nem trocar a ordem dos sentimentos.
Prometo não esperar nada.
Prometo ser rasa.
Prometo sufocar o grito e apenas falar, educadamente, o seu nome.
Prometo esconder o riso quando souber que você vem.
Prometo disfarçar a tristeza quando você for.
Prometo saber quando parar.
Prometo não sentir…
sábado, 17 de março de 2012
Recomeço!

segunda-feira, 12 de março de 2012
Vazio

segunda-feira, 5 de março de 2012
Epidemia da solidão.

Pichada num velho muro de canto de rua, li a mensagem: “Seja você mesmo”. Orgulhe-se disto. Goste de você”.
Mas, ou alguns não entenderam bem, ou, na verdade, um excesso de amor por nós mesmos criou na gente um alto grau de expectativa com relação ao outro. E ao primeiro passo em falso, à primeira desilusão:
Fora!
Está tudo acabado!
E eis que encontro mais gente sozinha do que nunca.
Se fosse possível medir, o Ministério da Saúde acusaria uma epidemia de solidão se alastrando por toda parte. Esta epidemia tem, é claro, tanto sintomas quanto causas. Uma das causas é que está todo mundo querendo, exigindo, cobrando e pagando um preço muito alto pelo que se convencionou chamar de individualidade.
Eu sou eu. E não me abro.
E todo mundo se fecha.
E todo mundo fica mais só.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Convicta!

Hoje acordei me sentindo estranha. Sensação incomum de não saber o que fazer ou para onde ir primeiro… talvez pelos dias ociosos de férias ou talvez por um período muito curto de sono.
Mas alguma coisa maior incomodava…e então lembrei que era a pergunta feita por um médico alguns dias atrás:
Solteira ou casada?
Solteira
Solteira convicta ou por situação?
Oi?
…
Mesmo depois de sair do consultório, essa pergunta ficou martelando na minha cabeça. Não pelo fato de estar solteira me incomodar, mas exatamente pelo contrário.
Nunca achei que fosse possível estar feliz, sem estar vivendo um grande amor. Os contos de fadas me ensinaram que a mocinha só começava a ser feliz, depois de encontrar o príncipe… e assim acreditei.
Realmente, se eu olhar para o passado, vejo o quanto levei isso a sério… estava sempre apaixonada ou com alguém ao meu lado, mesmo que esse alguém não valesse a pena ou depois me fizesse sofrer, eu preferia estar acompanhada à ficar sozinha.
Mas a maturidade vai nos ajudando a perceber muitas coisas… e essa maturidade não está atrelada, necessariamente à idade, mas àquilo que você colhe e principalmente: das pauladas que você leva. (e cá entre nós, nesse quisito eu tenho doutorado!)
Acreditar que a sua felicidade está ligada à outra pessoa, é não saber amar… é não saber se aceitar. E se você não se aceita, não se ama, não se valoriza... não adianta esperar isso das outras pessoas, meu bem.
Estar bem sozinha, não quer dizer querer estar sozinha para todo o sempre, mas é o momento mais confortável do nosso ciclo de relacionamentos, pois é a prova de que você começou a reconhecer a sua excelente companhia e tomou consciência de todas as suas qualidades… é estar feliz por nada e por tudo.
Carência existe sim, nada nunca conseguirá substituir um amor verdadeiro e companheiro, mas o auto-conhecimento permite entender que a partir de agora, não serve mais qualquer um e não é mais aceitável se anular em função de uma outra pessoa.
O próximo amor deve ser aquele que não é perfeito, mas que é deliciosamente completo dentro das suas imperfeições.
O próximo amor deve ser aquele que te faz sorrir, mas que mesmo longe dele você consiga manter o sorriso… entende?
Portanto, solteira convicta sim… convicta de que o próximo amor que chegar, deverá ser merecedor de estar ao meu lado.
Acredite: se você não valorizar a sua própria companhia, ninguém vai.
'Não procure alguém que te complete. SEJA COMPLETO e procure alguém que te tranborde' ;)
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Entre eu e você.

As vezes eu quero continuar… gosto da nossa história e de tudo que somos juntos.
Mas algumas horas depois eu tenho vontade de seguir sozinha, de não ter você por perto… de estar só comigo.
Gosto da sua companhia, das nossas conversas e brincadeiras… mas está faltando mais do que isso.
Falta o desejo, a vontade do beijo e a necessidade do toque. Já não sinto saudade.
Também não sinto nada por outra pessoa, mas sinto que preciso viver outras histórias, aventuras, sensações!
Não tenho certeza do que quero… em alguns momentos acho que poderia ficar com você a minha vida inteira… em outros o que mais quero é a minha vida de volta.
Quero a sua parceria, cumplicidade e sorriso acolhedor, mas será que isso basta para sermos felizes?
Como posso ignorar os sentimentos que me consomem e me empurram para um caminho livre onde eu não tenha hora pra voltar?
Como posso sufocar essa necessidade gritante de paquerar, ser paquerada e me sentir viva?
Será que tenho que me sentir culpada? Pois não me sinto! Os meus desejos são sinceros e acima de qualquer coisa, respeito os meus sentimentos.
Não vou te trair para testar o que quero… trair você, seria trair a nossa história e tudo que compartilhamos até hoje.
Mas continuar dessa forma, é traição a mim mesma… é não ouvir o que o meu coração pede.
Se eu for embora, talvez você nunca me entenda, talvez me acuse de leviana e não me perdoe… talvez chore e sofra… mas tenha certeza que não estarei lhe fazendo nenhum mal.
A pior maldade que eu posso fazer à você, é continuar ao seu lado só por conveniência… cuidando do seu coração e esquecendo do meu.
Então, mesmo sabendo que nada é tão fácil, vou optar por mim!