domingo, 20 de maio de 2012

Mais um sonho


Sonhei com você outra vez.
É aquele mesmo sonho que me persegue sempre.
Não vejo o seu rosto, mas o calor e o toque das suas mãos são tão reais que tenho a impressão de já ter te conhecido.
Quando estamos juntos, nesses momentos em que durmo e me transporto até você, é como se nada mais existisse pra mim… não há problemas, tédio, impaciência ou qualquer sensação ruim.
Somos nós dois e nada mais no mundo.
Tudo o que já vivi… todos os amores, todos os abraços e beijos tornam-se nada quando nos encontramos.
Essa noite você me abraçou de um jeito diferente… como se quisesse me contar alguma surpresa guardada a sete chaves, mas preferiu continuar quietinho.
Quando acordei, não pude escapar do pensamento de achar que talvez essa surpresa seja você aparecer, finalmente, fora dos meus sonhos.
Tenho acreditado cada vez mais, que você está chegando… sei que essa demora não é á tôa… talvez seja para testar a minha paciência.
Já sinto a sua presença como se a chegada fosse eminente e tenho planejado todas as coisas que quero dizer e fazer com você.
A espera tortura, cansa e as vezes desanima… mas ainda que alguns possam me chamar de louca, eu sei que você é o amor que eu tenho esperado.
Ao contrário do que muitos esperam, não estou aguardando ninguém perfeito… sei que vou brigar por causa da sua bagunça, do seu humor ou até por você esquecer alguma data importante, mas defeitos e obstáculos não tornam um amor menos verdadeiro.
Ainda não sei onde, nem como você vai entrar na minha vida… e nem estou preocupada com isso. Vai acontecer… na hora certa, vai acontecer!
Enquanto isso, continuo adorando te encontrar nos meus sonhos… a única coisa ruim, é essa saudade que sinto quando o dia amanhece.
Saudade imensa… de um beijo que eu ainda nem conheço!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ainda é você.


Mas você ainda faz o melhor sexo. E tem o melhor cheiro. O melhor gosto e isso não é falsidade ou elogio. É que isso é o tipo de coisa que a gente pode passar a vida sem, mas não esquece como é. Eu tenho o seu corpo numa memória tátil tão fiel que não preciso te abraçar pra saber a temperatura do seu corpo, ou te cheirar pra saber que cheiro vai ter. É o previsível que agrada. E é lógico que eu tenho medo de você engordar e ficar diferente disso que é hoje, mas paciência, se o humor continuar, se você ainda for como é hoje, tudo é possível de se relevar. Na pior das hipóteses, você mora de frente com a Via Morena: a gente corre junto!

Hoje, mais do que nunca, eu sei que eu não sou a única. E que nem sou a melhor, nem a mais especial. Não sou a que te tira o sono, nem a que te da um tesão de arrepiar a espinha só de aparecer. Sei disso com um aperto no coração, mas sei. E sei porque aprendi que você também não é nada disso. Você não é o que tem o corpo mais bonito, nem o que me faz perder a cabeça, nem o que me arranca os maiores suspiros, mas tudo bem. Você é o que me ganha os pensamentos, o que me vem quando tá tudo uma merda, o que surge nos dias frios, o que aparece pra me lembrar que ainda tem gente no mundo que vale mais do que tudo isso.


E logo eu, que gosto de uma putaria como ninguém, me peguei pensando em casar, ter filho, tomar jeito na vida e construir uma família. Logo eu, nova até demais, irresponsável e descompromissada. Logo eu, que tomei a iniciativa de dar a chance de o mundo te mostrar que eu realmente não era a melhor opção. Essa coisa de amor é uma loteria que você pode ganhar ou perder na mesma proporção de chances, mas a diferença é que a gente aposta sempre no mesmo número. Você é meu número, do meu tamanho, do jeito que eu quero.

Paro com toda essa bagunça, devolvo paz pra minha mãe, paro de me machucar todo fim de semana e deixo minhas amigas dormirem em paz sabendo que eu vou chegar viva até a segunda-feira. Paro com os homens feios e os bonitos. Paro com a bebedeira e as drogas esporádicas. Paro até com essa minha mania de querer conquistar os outros com algum talento. Paro com tudo pra receber você na minha casa, pra te dizer que é você que eu quero e pra te apresentar todos os meus defeitos e dizer tudo o que você vai ter que sofrer comigo, pra eu ter que sofrer com você e a gente viver junto.


Não vai ser fácil, falar de você NUNCA é fácil, falar com você então...
mas se você me perguntar a resposta é uma só: É claro que eu ainda te quero!

sábado, 21 de abril de 2012

Saudade é assim...


Quando se está com raiva existe a palavra, o grito, os argumentos e até a vontade de ficar longe.
Quando se está feliz existe o abraço, o carinho, o aconchego e as risadas compartilhadas.
Quando se está triste existem as lágrimas, o desabafo, a mão estendida e o ombro que vai amparar o rosto.
Quando se está com saudade, não existe nada… não há presença, cheiro, olhar, sorrisos, voz ou proximidade da pessoa que se quer ter perto.
Saudade é vazio preenchido de vontade, é sede que não sacia, é fome que não acaba. Saudade é falta.
Saudade é estar só e ao mesmo tempo rodeada de uma presente ausência, de pensamentos recorrentes, de desejos intermináveis.
Saudade é dormir sentindo, sonhar revivendo e acordar enquanto a alegria continua adormecida.
Saudade é não saber e tentar imaginar onde está quem queremos.
Saudade é música que aperta o peito, riso que desperta o choro, passado que queremos transformar em presente.
Saudade é nostalgia do que ainda não conseguimos esquecer… ou do que não queremos esquecer.
Saudade é perfuro-cortante, afiada e fria como uma lâmina.
Saudade é olhar de longe e pensar o que fazer para acabar com a distância.
Saudade é insana, não tem planejamento, discernimento ou auto-controle… simplesmente revira e tira tudo do lugar.
Saudade é reconstituir por muitas, muitas, muitas vezes o último beijo e o último sorriso.
Saudade é planejar os próximos abraços, toques, ficar agarradinho… é a expectativa de encontrar de novo.
Saudade é isso que você está sentindo agora, enquanto lembra de quem te desperta esse sentimento.

domingo, 1 de abril de 2012

Eu prometo.


Prometo não me apaixonar!
Prometo ficar quieta e quase sem respirar.
Prometo fingir que a sua pele não me causa nenhum arrepio.
Prometo te beijar com os olhos abertos e lembrando da escalação de algum time.
Prometo escapar do seu abraço e fazer de conta que não gosto dele.
Prometo mudar de lugar quando perceber que você se aproxima.
Prometo fechar os olhos para não encarar os seus.
Prometo apenas sorrir quando você perguntar o que estou pensando.
Prometo mudar de assunto quando você falar que gosta de mim.
Prometo escapar das suas mãos na primeira oportunidade.
Prometo não pensar em você, quando estiver longe.
Prometo deletar o número do seu celular na minha agenda.
Prometo não me concentrar no seu sorriso.
Prometo ir embora sempre que sentir vontade de ficar.
Prometo não perceber o quanto você é doce e carinhoso.
Prometo lembrar que estamos só “de passagem”.
Prometo entender que não posso ter você quando tiver vontade.
Prometo saber separar sexo de amor, paixão de tesão e corpo de coração.
Prometo não misturar, nem trocar a ordem dos sentimentos.
Prometo não esperar nada.
Prometo ser rasa.
Prometo sufocar o grito e apenas falar, educadamente, o seu nome.
Prometo esconder o riso quando souber que você vem.
Prometo disfarçar a tristeza quando você for.
Prometo saber quando parar.
Prometo não sentir…
Prometo aprender a cumprir promessas, pois nunca soube fazer isso.

sábado, 17 de março de 2012

Recomeço!


Pra quem começou o ano sozinho e vai terminar acompanhado.
Pra quem começou acompanhado e vai terminar sozinho.
Pra quem traiu.
Pra quem foi traído.
Pra quem passou o ano inteiro lutando pelo mesmo amor.
Pra quem mais um ano passou e não conseguiu conquistar aquela pessoa que tanto quer.
Pra quem sorriu, se divertiu e amadureceu ao lado de alguém.
Pra quem teve muitas mágoas e lágrimas derramadas.
Pra quem ficou esperando chegar a tampa da panela e ela não apareceu.
Pra quem encontrou o outro pé do seu chinelo.
Pra quem errou, fez besteira e feriu quem não merecia.
Pra quem aprendeu a duras penas que quem gosta cuida.
Pra quem está triste porque continua sozinho.
Pra quem está feliz, pois descobriu a importância de se amar.
Pra quem está quietinho, dentro de uma casca, sofrendo por um grande amor.
Pra quem deu a volta por cima e conseguiu esquecer…
Não importa nada disso, não importa tudo isso!
O que importa mesmo, é que chega mais uma oportunidade de recomeçar… mudar a sua história ou simplesmente melhorá-la!
Chega a hora de deixar para trás tudo aquilo que não fez bem e cultivar os sentimentos e atitudes que te transformam em alguém melhor.
Para todos os corações… feridos ou não, apaixonados ou não, endurecidos ou não… solitários ou não… é hora de começar a contagem regressiva.
E ao fim dessa contagem… escolha ser feliz!
Feliz novo amor. Feliz velho amor.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Vazio


Não é cheio… é raso, sem nada! Parece um buraco no peito que não preenche com qualquer coisa.
O pouco falta e o tudo não completa.
Apesar de nada ter, não é leve… pesa! Pesa a angústia do não sentir.
Incomoda o não viver sensações, o não estremecer, o não amar.
Quanto tempo um coração magoado precisa para se reconstruir?
Quanto tempo é necessário para recuperar a confiança?
Antes era mais fácil recomeçar, mas depois de tantas pauladas e consequentes feridas, a alma se fecha e o coração endurece.
Mas é estranho não amar… é estranho não ter aquela taquicardia ao ouvir o nome de quem te desperta isso.
Dizem que o momento certo de chegar alguém é aquele onde não estamos esperando nada…
Esse momento quando estamos bem e aprendemos a nos aceitar e curtir a nossa própria companhia.
Pois então essa é a hora… a minha companhia quer a sua, seja lá quem você for.
Vem logo…

segunda-feira, 5 de março de 2012

Epidemia da solidão.

Pichada num velho muro de canto de rua, li a mensagem: “Seja você mesmo”. Orgulhe-se disto. Goste de você”.

Mas, ou alguns não entenderam bem, ou, na verdade, um excesso de amor por nós mesmos criou na gente um alto grau de expectativa com relação ao outro. E ao primeiro passo em falso, à primeira desilusão:

Fora!
Está tudo acabado!
E eis que encontro mais gente sozinha do que nunca.
Se fosse possível medir, o Ministério da Saúde acusaria uma epidemia de solidão se alastrando por toda parte. Esta epidemia tem, é claro, tanto sintomas quanto causas. Uma das causas é que está todo mundo querendo, exigindo, cobrando e pagando um preço muito alto pelo que se convencionou chamar de individualidade.
Eu sou eu. E não me abro.
E todo mundo se fecha.
E todo mundo fica mais só.