domingo, 22 de julho de 2012

Arte final


Eu te vejo hoje, no meio dos meus medos, como o ponto final de toda minha dor e quando você chega as catástrofes param pra ver nosso beijo demorar um pouco mais do que o meu incrível mal humor pode suportar. Eu, hoje percebo que está em você toda a força e a coragem que o mundo tem me negado durante esses últimos dias. É no seu beijo insistente que eu encontro a maioria das respostas pras perguntas que eu nunca te fiz. De todos os corpos lindos, de todos os caras desejáveis, hoje, você me parece o mais interessante, porque tem o formato que eu gosto, tem o desenho que eu comecei, é a arte final do meu rascunho. Através de toda a sua luta pra vencer o meu pessimismo eu vejo a sua alma boa, me abraçando devagar, me pedindo pra respirar fundo e aguentar mais um dia, outro dia e outro e outro. Hoje a sua felicidade irritante já não me irrita e a minha ironia ácida já não me parece tão forte assim. Você me diluiu na sua água e vai me bebendo a goles curtos, lentos, saboreando cada gota de mim. Você me destilou pra te embriagar. E eu, pra não decepcionar, tento ser tudo isso que você desejou que eu fosse, porque você tem sido tudo que eu nunca desejei... mas que eu sempre precisei...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Quem é você?

Quem você pensa que é para chegar dessa forma e desorganizar a minha vida sempre tão organizada?
Quem te deu essa segurança irritante de saber o que me faz feliz?
Como você ousa me tirar da zona de conforto?
De onde você tirou essa petulância?
Quando foi que eu dei confiança para você me tocar com toda essa propriedade?
Quem autorizou você a me resgatar de um mundo tão meu? Mundo que eu criei e blindei para que ninguém mais pudesse chegar perto de mim
Quem te contou como eu gosto de ser beijada e abraçada? Quem revelou que eu finjo ser auto-suficiente, mas que no fundo não passo de um poço de fragilidade?
Por qual motivo se aproximou de mim, quando eu estava quieta?
Como é que a sua ausência pode me fazer sentir saudade imbecil?
De onde você veio?
Por que chega agora, quando eu já tinha decidido não me envolver?
Como se atreve a fazer desmoronar todo os planos frios e solitários que fiz pra mim?
Quem disse que eu queria que você viesse?
Quem é você?
Para onde você pensa que vai depois de mudar a minha vida?
Se não quiser esclarecer as minhas dúvidas, basta que fique perto

sábado, 16 de junho de 2012

Que seja agridoce.


Quão difícil é achar uma pessoa que te faça transbordar? Transbordar de sentimento, de paixão, de necessidade do outro. Transbordar de afeto, de desejo e porque não de tesão? Onde será que está a pessoa que vai me fazer transbordar novamente? Pensando a mesma coisa que eu? Me falam muitas vezes o quão difícil de lidar eu sou. O quão exigente para o amor, eu me tornei. E que assim eu nunca vou achar ninguém que seja o suficiente. O suficiente…. o que seria isso? Elas não entendem que eu não quero apenas o suficiente, eu quero o excesso. Não quero o suficiente, o limitado, o contado. Parece complicado, mas é mais fácil do que se imagina. Quero apenas o simples. Quão difícil é achar uma pessoa que goste de acampar, que goste de uma música boa, de assistir um filme, de dividir o milk shake e o último pedaço do bolo? Quero o simples do amor. Não quero cartas. Quem sabe um origami, aquele que você tanto tentou me ensinar. Quero que me mandem uma mensagem pedindo pra olhar a lua e me avisar que eu devia sair da frente desse computador e viver um pouco. Quero que joguem video-game comigo. E que amem isso. Quero que tenha brigas. Quero que tenha amassos de reconciliação. Quero um amor calmo, mas ao mesmo tempo que borbulhe. Não quero nhe nhe nhe demais, quero que seja na medida, que não enjoe, que seja agridoce. Quero alguém que me fale pra ficar quando eu gritar que vou embora. Quero alguém que fale por horas a fio comigo sobre séries, filmes e futebol. Que não se importe que eu vá na academia dia sim, outros 42 dias não. Alguém que apesar de ter me visto seis horas atrás, me abrace e sussurre ”Tava com saudade, pequena.” Quero a sensação de ver o mar e sentir ao mesmo tempo calma e euforia, quando eu vejo alguém. Quero a tremedeira nas pernas por causa de alguma presença. Quero olhar de cinco em cinco minutos pro visor do celular e desejar que alguém me salve. Quero ver as horas iguais e saber que não preciso disso para ter alguém pensando em mim. E apesar de não acreditar nisso, acreditar só por alguém. Quero que meus pais me envergonhem perguntando por alguém. E que eu sorria, por saber que existe alguém mesmo. Quero finalmente uma resposta pra dar a minha tia quando ela perguntar ”E os namorados?” e eu poder responder ”Foi jogar bola com meu irmão” Quero dedicatórias em livros, bilhetes na sacola do pão. Quero as borboletas invadindo meu estômago de novo. Quero alguém que cante ”Lucky” pra mim no violão. E acima de tudo, quero continuidade. Quero respeito. Não quero ser a única a me doar, muito menos a única a me doer. Quero reciprocidade. Quero alguém que aceite o meu ritmo. A c e l e r a d o, só que lento. E no final das contas, só quero a sorte de alguém querer o meu querer.

domingo, 20 de maio de 2012

Mais um sonho


Sonhei com você outra vez.
É aquele mesmo sonho que me persegue sempre.
Não vejo o seu rosto, mas o calor e o toque das suas mãos são tão reais que tenho a impressão de já ter te conhecido.
Quando estamos juntos, nesses momentos em que durmo e me transporto até você, é como se nada mais existisse pra mim… não há problemas, tédio, impaciência ou qualquer sensação ruim.
Somos nós dois e nada mais no mundo.
Tudo o que já vivi… todos os amores, todos os abraços e beijos tornam-se nada quando nos encontramos.
Essa noite você me abraçou de um jeito diferente… como se quisesse me contar alguma surpresa guardada a sete chaves, mas preferiu continuar quietinho.
Quando acordei, não pude escapar do pensamento de achar que talvez essa surpresa seja você aparecer, finalmente, fora dos meus sonhos.
Tenho acreditado cada vez mais, que você está chegando… sei que essa demora não é á tôa… talvez seja para testar a minha paciência.
Já sinto a sua presença como se a chegada fosse eminente e tenho planejado todas as coisas que quero dizer e fazer com você.
A espera tortura, cansa e as vezes desanima… mas ainda que alguns possam me chamar de louca, eu sei que você é o amor que eu tenho esperado.
Ao contrário do que muitos esperam, não estou aguardando ninguém perfeito… sei que vou brigar por causa da sua bagunça, do seu humor ou até por você esquecer alguma data importante, mas defeitos e obstáculos não tornam um amor menos verdadeiro.
Ainda não sei onde, nem como você vai entrar na minha vida… e nem estou preocupada com isso. Vai acontecer… na hora certa, vai acontecer!
Enquanto isso, continuo adorando te encontrar nos meus sonhos… a única coisa ruim, é essa saudade que sinto quando o dia amanhece.
Saudade imensa… de um beijo que eu ainda nem conheço!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ainda é você.


Mas você ainda faz o melhor sexo. E tem o melhor cheiro. O melhor gosto e isso não é falsidade ou elogio. É que isso é o tipo de coisa que a gente pode passar a vida sem, mas não esquece como é. Eu tenho o seu corpo numa memória tátil tão fiel que não preciso te abraçar pra saber a temperatura do seu corpo, ou te cheirar pra saber que cheiro vai ter. É o previsível que agrada. E é lógico que eu tenho medo de você engordar e ficar diferente disso que é hoje, mas paciência, se o humor continuar, se você ainda for como é hoje, tudo é possível de se relevar. Na pior das hipóteses, você mora de frente com a Via Morena: a gente corre junto!

Hoje, mais do que nunca, eu sei que eu não sou a única. E que nem sou a melhor, nem a mais especial. Não sou a que te tira o sono, nem a que te da um tesão de arrepiar a espinha só de aparecer. Sei disso com um aperto no coração, mas sei. E sei porque aprendi que você também não é nada disso. Você não é o que tem o corpo mais bonito, nem o que me faz perder a cabeça, nem o que me arranca os maiores suspiros, mas tudo bem. Você é o que me ganha os pensamentos, o que me vem quando tá tudo uma merda, o que surge nos dias frios, o que aparece pra me lembrar que ainda tem gente no mundo que vale mais do que tudo isso.


E logo eu, que gosto de uma putaria como ninguém, me peguei pensando em casar, ter filho, tomar jeito na vida e construir uma família. Logo eu, nova até demais, irresponsável e descompromissada. Logo eu, que tomei a iniciativa de dar a chance de o mundo te mostrar que eu realmente não era a melhor opção. Essa coisa de amor é uma loteria que você pode ganhar ou perder na mesma proporção de chances, mas a diferença é que a gente aposta sempre no mesmo número. Você é meu número, do meu tamanho, do jeito que eu quero.

Paro com toda essa bagunça, devolvo paz pra minha mãe, paro de me machucar todo fim de semana e deixo minhas amigas dormirem em paz sabendo que eu vou chegar viva até a segunda-feira. Paro com os homens feios e os bonitos. Paro com a bebedeira e as drogas esporádicas. Paro até com essa minha mania de querer conquistar os outros com algum talento. Paro com tudo pra receber você na minha casa, pra te dizer que é você que eu quero e pra te apresentar todos os meus defeitos e dizer tudo o que você vai ter que sofrer comigo, pra eu ter que sofrer com você e a gente viver junto.


Não vai ser fácil, falar de você NUNCA é fácil, falar com você então...
mas se você me perguntar a resposta é uma só: É claro que eu ainda te quero!

sábado, 21 de abril de 2012

Saudade é assim...


Quando se está com raiva existe a palavra, o grito, os argumentos e até a vontade de ficar longe.
Quando se está feliz existe o abraço, o carinho, o aconchego e as risadas compartilhadas.
Quando se está triste existem as lágrimas, o desabafo, a mão estendida e o ombro que vai amparar o rosto.
Quando se está com saudade, não existe nada… não há presença, cheiro, olhar, sorrisos, voz ou proximidade da pessoa que se quer ter perto.
Saudade é vazio preenchido de vontade, é sede que não sacia, é fome que não acaba. Saudade é falta.
Saudade é estar só e ao mesmo tempo rodeada de uma presente ausência, de pensamentos recorrentes, de desejos intermináveis.
Saudade é dormir sentindo, sonhar revivendo e acordar enquanto a alegria continua adormecida.
Saudade é não saber e tentar imaginar onde está quem queremos.
Saudade é música que aperta o peito, riso que desperta o choro, passado que queremos transformar em presente.
Saudade é nostalgia do que ainda não conseguimos esquecer… ou do que não queremos esquecer.
Saudade é perfuro-cortante, afiada e fria como uma lâmina.
Saudade é olhar de longe e pensar o que fazer para acabar com a distância.
Saudade é insana, não tem planejamento, discernimento ou auto-controle… simplesmente revira e tira tudo do lugar.
Saudade é reconstituir por muitas, muitas, muitas vezes o último beijo e o último sorriso.
Saudade é planejar os próximos abraços, toques, ficar agarradinho… é a expectativa de encontrar de novo.
Saudade é isso que você está sentindo agora, enquanto lembra de quem te desperta esse sentimento.

domingo, 1 de abril de 2012

Eu prometo.


Prometo não me apaixonar!
Prometo ficar quieta e quase sem respirar.
Prometo fingir que a sua pele não me causa nenhum arrepio.
Prometo te beijar com os olhos abertos e lembrando da escalação de algum time.
Prometo escapar do seu abraço e fazer de conta que não gosto dele.
Prometo mudar de lugar quando perceber que você se aproxima.
Prometo fechar os olhos para não encarar os seus.
Prometo apenas sorrir quando você perguntar o que estou pensando.
Prometo mudar de assunto quando você falar que gosta de mim.
Prometo escapar das suas mãos na primeira oportunidade.
Prometo não pensar em você, quando estiver longe.
Prometo deletar o número do seu celular na minha agenda.
Prometo não me concentrar no seu sorriso.
Prometo ir embora sempre que sentir vontade de ficar.
Prometo não perceber o quanto você é doce e carinhoso.
Prometo lembrar que estamos só “de passagem”.
Prometo entender que não posso ter você quando tiver vontade.
Prometo saber separar sexo de amor, paixão de tesão e corpo de coração.
Prometo não misturar, nem trocar a ordem dos sentimentos.
Prometo não esperar nada.
Prometo ser rasa.
Prometo sufocar o grito e apenas falar, educadamente, o seu nome.
Prometo esconder o riso quando souber que você vem.
Prometo disfarçar a tristeza quando você for.
Prometo saber quando parar.
Prometo não sentir…
Prometo aprender a cumprir promessas, pois nunca soube fazer isso.