Eu te vejo hoje, no meio dos meus medos, como o ponto
final de toda minha dor e quando você chega as catástrofes param pra ver nosso
beijo demorar um pouco mais do que o meu incrível mal humor pode suportar. Eu,
hoje percebo que está em você toda a força e a coragem que o mundo tem me
negado durante esses últimos dias. É no seu beijo insistente que eu encontro a
maioria das respostas pras perguntas que eu nunca te fiz. De todos os corpos
lindos, de todos os caras desejáveis, hoje, você me parece o mais interessante,
porque tem o formato que eu gosto, tem o desenho que eu comecei, é a arte final
do meu rascunho. Através de toda a sua luta pra vencer o meu pessimismo eu vejo
a sua alma boa, me abraçando devagar, me pedindo pra respirar fundo e aguentar
mais um dia, outro dia e outro e outro. Hoje a sua felicidade irritante já não
me irrita e a minha ironia ácida já não me parece tão forte assim. Você me
diluiu na sua água e vai me bebendo a goles curtos, lentos, saboreando cada
gota de mim. Você me destilou pra te embriagar. E eu, pra não decepcionar,
tento ser tudo isso que você desejou que eu fosse, porque você tem sido tudo
que eu nunca desejei... mas que eu sempre precisei...
domingo, 22 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Quem é você?
Quem você pensa que é para chegar dessa
forma e desorganizar a minha vida sempre tão organizada?
Quem te deu essa segurança irritante de
saber o que me faz feliz?
Como você ousa me tirar da zona de
conforto?
De onde você tirou essa petulância?
Quando foi que eu dei
confiança para você me tocar com toda essa propriedade?
Quem autorizou você a me resgatar de um
mundo tão meu? Mundo que eu criei e blindei para que ninguém mais pudesse
chegar perto de mim
Quem te contou como eu
gosto de ser beijada e abraçada? Quem revelou que eu finjo ser auto-suficiente,
mas que no fundo não passo de um poço de fragilidade?
Por qual motivo se aproximou de mim,
quando eu estava quieta?
Como é que a sua
ausência pode me fazer sentir saudade imbecil?
De onde você veio?
Por que chega agora, quando eu já tinha
decidido não me envolver?
Como se atreve a fazer desmoronar todo
os planos frios e solitários que fiz pra mim?
Quem disse que eu queria que você
viesse?
Quem é você?
Para onde você pensa
que vai depois de mudar a minha vida?
Se não quiser
esclarecer as minhas dúvidas, basta
que fique perto
sábado, 16 de junho de 2012
Que seja agridoce.
Quão difícil é achar uma pessoa que
te faça transbordar? Transbordar de sentimento, de paixão, de necessidade do
outro. Transbordar de afeto, de desejo e porque não de tesão? Onde será que
está a pessoa que vai me fazer transbordar novamente? Pensando a mesma coisa
que eu? Me falam muitas vezes o quão difícil de lidar eu sou. O quão
exigente para o amor, eu me tornei. E que assim eu nunca vou achar
ninguém que seja o suficiente. O suficiente…. o que seria isso? Elas
não entendem que eu não quero apenas o suficiente, eu quero o excesso. Não
quero o suficiente, o limitado, o contado. Parece complicado, mas é mais fácil
do que se imagina. Quero apenas o simples. Quão difícil é achar uma pessoa que
goste de acampar, que goste de uma música boa, de assistir um filme, de dividir
o milk shake e o último pedaço do bolo? Quero o simples do amor. Não quero
cartas. Quem sabe um origami, aquele que você tanto tentou me ensinar. Quero
que me mandem uma mensagem pedindo pra olhar a lua e me avisar que eu devia
sair da frente desse computador e viver um pouco. Quero que joguem video-game
comigo. E que amem isso. Quero que tenha brigas. Quero que
tenha amassos de reconciliação. Quero um amor calmo, mas ao mesmo tempo que
borbulhe. Não quero nhe nhe nhe demais, quero que seja na
medida, que não enjoe, que seja agridoce. Quero alguém que me fale pra ficar
quando eu gritar que vou embora. Quero alguém que fale por horas a fio comigo
sobre séries, filmes e futebol. Que não se importe que eu vá na academia dia
sim, outros 42 dias não. Alguém que apesar de ter me visto seis horas atrás, me
abrace e sussurre ”Tava com saudade, pequena.” Quero a
sensação de ver o mar e sentir ao mesmo tempo calma e euforia, quando eu vejo
alguém. Quero a tremedeira nas pernas por causa de alguma presença. Quero olhar
de cinco em cinco minutos pro visor do celular e desejar que alguém me salve.
Quero ver as horas iguais e saber que não preciso disso para ter alguém
pensando em mim. E apesar de não acreditar nisso, acreditar só por alguém.
Quero que meus pais me envergonhem perguntando por alguém. E que eu sorria, por
saber que existe alguém mesmo. Quero finalmente uma resposta pra dar a minha
tia quando ela perguntar ”E os namorados?” e eu poder responder ”Foi
jogar bola com meu irmão” Quero dedicatórias em livros, bilhetes
na sacola do pão. Quero as borboletas invadindo meu estômago de novo. Quero
alguém que cante ”Lucky” pra mim no violão. E acima de tudo, quero
continuidade. Quero respeito. Não quero ser a única a me doar,
muito menos a única a me doer. Quero reciprocidade. Quero alguém que
aceite o meu ritmo. A c e l e r a d o, só que lento. E no final das
contas, só quero a sorte de alguém querer o meu querer.
domingo, 20 de maio de 2012
Mais um sonho
Sonhei com você outra
vez.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Ainda é você.
Mas você ainda faz o melhor sexo. E tem o melhor cheiro. O melhor gosto e isso não é falsidade ou elogio. É que isso é o tipo de coisa que a gente pode passar a vida sem, mas não esquece como é. Eu tenho o seu corpo numa memória tátil tão fiel que não preciso te abraçar pra saber a temperatura do seu corpo, ou te cheirar pra saber que cheiro vai ter. É o previsível que agrada. E é lógico que eu tenho medo de você engordar e ficar diferente disso que é hoje, mas paciência, se o humor continuar, se você ainda for como é hoje, tudo é possível de se relevar. Na pior das hipóteses, você mora de frente com a Via Morena: a gente corre junto!
Hoje, mais do que nunca, eu sei que eu não sou a única. E que nem sou a melhor, nem a mais especial. Não sou a que te tira o sono, nem a que te da um tesão de arrepiar a espinha só de aparecer. Sei disso com um aperto no coração, mas sei. E sei porque aprendi que você também não é nada disso. Você não é o que tem o corpo mais bonito, nem o que me faz perder a cabeça, nem o que me arranca os maiores suspiros, mas tudo bem. Você é o que me ganha os pensamentos, o que me vem quando tá tudo uma merda, o que surge nos dias frios, o que aparece pra me lembrar que ainda tem gente no mundo que vale mais do que tudo isso.
E logo eu, que gosto de uma putaria como ninguém, me peguei pensando em casar, ter filho, tomar jeito na vida e construir uma família. Logo eu, nova até demais, irresponsável e descompromissada. Logo eu, que tomei a iniciativa de dar a chance de o mundo te mostrar que eu realmente não era a melhor opção. Essa coisa de amor é uma loteria que você pode ganhar ou perder na mesma proporção de chances, mas a diferença é que a gente aposta sempre no mesmo número. Você é meu número, do meu tamanho, do jeito que eu quero.
Paro com toda essa bagunça, devolvo paz pra minha mãe, paro de me machucar todo fim de semana e deixo minhas amigas dormirem em paz sabendo que eu vou chegar viva até a segunda-feira. Paro com os homens feios e os bonitos. Paro com a bebedeira e as drogas esporádicas. Paro até com essa minha mania de querer conquistar os outros com algum talento. Paro com tudo pra receber você na minha casa, pra te dizer que é você que eu quero e pra te apresentar todos os meus defeitos e dizer tudo o que você vai ter que sofrer comigo, pra eu ter que sofrer com você e a gente viver junto.
Não vai ser fácil, falar de você NUNCA é fácil, falar com você então...
mas se você me perguntar a resposta é uma só: É claro que eu ainda te quero!
sábado, 21 de abril de 2012
Saudade é assim...

Quando
se está com raiva existe a palavra, o grito, os argumentos e até a
vontade de ficar longe.
Quando
se está feliz existe o abraço, o carinho, o aconchego e as risadas
compartilhadas.
Quando
se está triste existem as lágrimas, o desabafo, a mão estendida e o ombro que
vai amparar o rosto.
Quando
se está com saudade, não existe nada… não há presença, cheiro,
olhar, sorrisos, voz ou proximidade da pessoa que se quer ter perto.
Saudade
é vazio preenchido de vontade, é sede que não sacia, é fome que não acaba. Saudade
é falta.
Saudade
é estar só e ao mesmo tempo rodeada de uma presente ausência, de pensamentos
recorrentes, de desejos intermináveis.
Saudade
é dormir sentindo, sonhar revivendo e acordar enquanto a alegria
continua adormecida.
Saudade
é não saber e tentar imaginar onde está quem queremos.
Saudade
é música que aperta o peito, riso que desperta o choro, passado que
queremos transformar em presente.
Saudade
é nostalgia do que ainda não conseguimos esquecer… ou do que não
queremos esquecer.
Saudade
é perfuro-cortante, afiada e fria como uma lâmina.
Saudade
é olhar de longe e pensar o que fazer para acabar com a distância.
Saudade
é insana, não tem planejamento, discernimento ou auto-controle… simplesmente
revira e tira tudo do lugar.
Saudade
é reconstituir por muitas, muitas, muitas vezes o último beijo
e o último sorriso.
Saudade
é planejar os próximos abraços, toques, ficar agarradinho… é a expectativa de
encontrar de novo.
Saudade
é isso que você está sentindo agora, enquanto lembra de quem te desperta esse
sentimento.
domingo, 1 de abril de 2012
Eu prometo.

Prometo não me
apaixonar!
Prometo ficar quieta e quase sem respirar.
Prometo fingir que a sua pele não me causa nenhum arrepio.
Prometo te beijar com os olhos abertos e lembrando da escalação de algum time.
Prometo escapar do seu abraço e fazer de conta que não gosto dele.
Prometo mudar de lugar quando perceber que você se aproxima.
Prometo fechar os olhos para não encarar os seus.
Prometo apenas sorrir quando você perguntar o que estou pensando.
Prometo mudar de assunto quando você falar que gosta de mim.
Prometo escapar das suas mãos na primeira oportunidade.
Prometo não pensar em você, quando estiver longe.
Prometo deletar o número do seu celular na minha agenda.
Prometo não me concentrar no seu sorriso.
Prometo ir embora sempre que sentir vontade de ficar.
Prometo não perceber o quanto você é doce e carinhoso.
Prometo lembrar que estamos só “de passagem”.
Prometo entender que não posso ter você quando tiver vontade.
Prometo saber separar sexo de amor, paixão de tesão e corpo de coração.
Prometo não misturar, nem trocar a ordem dos sentimentos.
Prometo não esperar nada.
Prometo ser rasa.
Prometo sufocar o grito e apenas falar, educadamente, o seu nome.
Prometo esconder o riso quando souber que você vem.
Prometo disfarçar a tristeza quando você for.
Prometo saber quando parar.
Prometo não sentir…
Prometo ficar quieta e quase sem respirar.
Prometo fingir que a sua pele não me causa nenhum arrepio.
Prometo te beijar com os olhos abertos e lembrando da escalação de algum time.
Prometo escapar do seu abraço e fazer de conta que não gosto dele.
Prometo mudar de lugar quando perceber que você se aproxima.
Prometo fechar os olhos para não encarar os seus.
Prometo apenas sorrir quando você perguntar o que estou pensando.
Prometo mudar de assunto quando você falar que gosta de mim.
Prometo escapar das suas mãos na primeira oportunidade.
Prometo não pensar em você, quando estiver longe.
Prometo deletar o número do seu celular na minha agenda.
Prometo não me concentrar no seu sorriso.
Prometo ir embora sempre que sentir vontade de ficar.
Prometo não perceber o quanto você é doce e carinhoso.
Prometo lembrar que estamos só “de passagem”.
Prometo entender que não posso ter você quando tiver vontade.
Prometo saber separar sexo de amor, paixão de tesão e corpo de coração.
Prometo não misturar, nem trocar a ordem dos sentimentos.
Prometo não esperar nada.
Prometo ser rasa.
Prometo sufocar o grito e apenas falar, educadamente, o seu nome.
Prometo esconder o riso quando souber que você vem.
Prometo disfarçar a tristeza quando você for.
Prometo saber quando parar.
Prometo não sentir…
Prometo aprender a cumprir promessas,
pois nunca soube fazer isso.
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