Fiquei mal, ainda que eu já esperasse, a gente sempre
espera não querendo que aconteça. Já tinha sido assim antes, eu conhecia o fim
de trás pra frente e não ia fazer as mesmas coisas, errar comigo assim de novo.
Acabei de sair de um inferno, jurando que não ir arriscar entrar em outro tão
cedo, aí você aconteceu e eu não consegui e nem quis evitar. Tudo que eu queria
era paz, mas você me fez tão bem e eu fui ficando, gostando, me apegando demais. Eu
tenho medo todo dia, todo minuto, mas eu também morro de vontade, saudade de
você, então eu paro de pensar nisso tudo e acordo e vou dormir mais um dia pensando
em você. Não quero casar e ter filhos semana que vem. Não queria nem me
envolver com ninguém desse planeta tão cedo. Só queria ficar parada, quietinha,
pra nada me doer outra vez. Só que eu gosto muito de você, muito mesmo, de
alguma forma estranha, ainda que esteja cedo pra isso, ou tarde, eu gosto
demais. E, apesar dos pesares, eu prefiro estar com você hoje, amanhã e depois.
Sem contrato de amor eterno, sem peso, sem pressão. Até o dia que não der mais
e só, foi bom, acabou. Sou do tipo que quando decide alguma coisa, paga pra
ver. Se for caro, tudo bem, porque tudo passa sempre. E se você escolher passar
agora, tudo bem também. Eu escolho você, que fique claro. Mas se prefere ir
embora, se cuida, não vou te pedir pra ficar.
Deixa isso pra lá, vem pra cá...
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Sobre os nossos 7 meses...
Depois de tantas idas e vindas, quem diria, você veio
pra ficar. Depois de tantas crises, confusões, términos e recomeços, restou finalmente
nós dois e o amor. E eu não pensei que a gente pudesse ser tão feliz, cheguei a
desacreditar da idéia de sermos finalmente nós. Então a gente deve só confiar e
continuar sendo assim, absurdamente feliz, eu sei. Mas aí eu me pego te
abraçando forte, com medo de soltar e te perder. Que bobagem, né? Vai
dar tudo certo, tem que dar, já deu. Sem paranoia e bloqueios, sou tua por
inteiro, somos um só e então eu te dou um beijo aliviado e te solto. E você não
vai embora, só deita no meu colo e continua em mim, como quem diz "Deixa de
ser boba, aqui é o meu lugar". Eu sorrio, em paz. Que bom que aprendemos a
ficar, a gostar, se entregar. Que bom que confiamos, acreditamos, tentamos. E
se alguma coisa começar a desandar, só segura minha mão e tudo vai ficar bem.
Não posso te perder por medo de te perder. Então eu repito pra mim mesma: Que
bom que agora eu tenho você de verdade e me basta a loucura de te amar.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Eu vou.
Posso ser cheia de dúvidas, mas se tem uma coisa que não faz parte da minha vida é a paralisia. Você até pode me ver reclamar, berrar, me contorcer, mas de maneira nenhuma vai me ver calar, aceitar e me conformar com o que não for bom pra mim. Posso sentir meu passo lento, meu caminho incerto, mas você nunca vai me ver no acostamento esperando alguém passar pra me levar na garupa. Eu vou nem que eu tenha que ir andando, de ônibus ou de bicicleta. Eu vou nem que eu tenha que voltar pra arrumar outra forma de ir de novo.
Na vida, meu caro, não dá pra deixar barato.
Então, segue a risca ________ mas não deixa sua história em branco.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Na bagagem...
A
felicidade anda do meu lado ultimamente. Começo até a achar que eu nasci
para ser feliz mesmo.
Ela podia se tornar uma amiga fiel e seguir junto comigo para todo sempre.
Eu e a minha felicidade, viajando por aí.
Completas e à toa. Na mala do carro: cerveja, batata frita, kitkat, CDs, flores,
luas, mares, montanhas e verdes. No banco de trás você ia estar do meu lado. Me
confortando e sendo confortado. Recebendo e dando os carinhos, beijos e
prazeres preferidos. A felicidade iria no banco da frente, dirigindo e guiando a gente.
Com essa bagagem, não importa onde iria me levar. Campo, praia, frio, quente,
perto, longe, populoso, desabitado... Você, a felicidade e eu, não importaria. Cada
um tem a sua versão do paraíso, o meu eu prefiro viver em vida e sem dúvidas,
ao seu lado.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Revoar
E, de repente, eu senti a leveza de me interessar por
outro alguém. Sem passado pesando, sem presente passando despercebido. Fiquei
feliz, não em começar uma possível nova história, nem em, quem sabe dessa vez,
acertar. Não tava surtando e planejando um futuro lindo, com filhos correndo
pela casa e cachorro no quintal, com o cara que eu mal conheço. Nada de planos
bonitos, que sempre acabam rasgados pelo chão. Era um interesse simples, era pele,
olhos nos olhos, arrepio, vontade de estar perto. O que me fazia sorrir de canto a canto
era eu estar andando na direção de um outro alguém, sem me sentir acorrentada a
nada e a mais ninguém. Sem nenhuma expectativa e nenhuma obrigação. Não tava
ali pra adormecer minha dor por umas horas, não tava distraindo minha saudade.
Tava ali e só, ficando bem, sem forçar. O ponto não era o novo amor, entende? Era
meu reabrir de asas.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
antes eu fosse
Por um tempo eu tentei convencer o mundo e a mim
mesma, que eu era a menina de decote, maquiagem carregada e risada alta na fila
do bar. Mas a verdade é que eu nunca fui. Acho incrível essa forma desapegada
de dar sequência na vida, as piadas e histórias loucas e vazias. Mas nunca fui
a menina do bar, uma pena. Pra ser sincera, eu tenho preguiça das outras
pessoas da fila, dos meninos na porta do banheiro, das músicas sem letra, das cantadas baratas.
Não conseguiria ser essa menina, embora ache um jeito bem mais simples de
encarar o mundo, porque isso tudo me dá sono, mesmo entupida de energético.
Porque antes do fim da noite eu já tô sentada, brincando com o canudo do drink,
esperando a hora de ir embora. A impressão que eu tenho é que eu tô sempre
esperando a hora de ir embora, de qualquer lugar e qualquer pessoa. A menina da
fila tá dançando com o terceiro ou quarto cara da noite. Ela é divertida e linda.
E eu queria ser assim, só que as pessoas são tão desinteressantes e
previsíveis, que eu prefiro o canudo. Levantei e fui ao banheiro, ela tava lá,
retocando a maquiagem. Enquanto eu lavava as mãos, ela arrumava o salto e
reclamou “Nossa, dói demais, né? Mulher sofre!”. Eu sorri e concordei. Doía
mesmo, quem dera fosse só o salto. Olhando nós duas pelo espelho, uma do lado
da outra, a diferença era só o modelo do vestido. Mas éramos muito mais
diferentes que isso. Ela tinha paciência com os babacas, o barman lerdo, os
amigos bêbados, as meninas de nariz em pé. Ela só queria dançar, beber e
curtir, porque a vida é complicada. Eu já entrei cansada e preferia o sofá, o
copo, o canudo e todas as coisas sem vida daquele lugar, porque as pessoas são
complicadas. Antes eu fosse a menina do bar.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
não se mexe
Não chega desse jeito não. Me ligando, me fazendo rir,
fazendo de tudo pra me ver. Não chega assim não, fazendo questão de mim,
fazendo acontecer. Não vem cheio de atitude, me mostrando, logo de cara, que eu
nunca tinha conhecido um homem antes. Não me conta suas histórias, sua vida
doida, suas aventuras pelo mundo, que o meu mundo é do portão pra dentro. Não
me invade. Não diz todas essas coisas que você sabe fazer e faz tão bem, para de falar sem
pausa e me deixar boba te ouvindo. Faz assim, não sorri também. Tem sorriso que
acaba comigo e o seu é nocaute. Não corta as minhas paranoias, não acaba com as
dúvidas se eu devo mandar sms, se eu devo ligar, porque você já faz tudo isso e
quando não, me pede um sinal de vida. Não me surpreende, não me encanta. É
pedir demais? Não sai da mesmisse de todos os outros, não faz melhor ou tão
melhor. Não me desarma, não estraga meus clichês. Não fica fazendo tudo certo,
sem eu nem pedir. Não me acostuma mal, ou melhor, não me acostuma. Olha, fica
aí quietinho, que só em existir você já me bagunça toda. Você só me faz o favor
de piorar, da maneira mais incrível possível, aí fica tudo revirado e depois
ninguém fica pra arrumar, sobra pra mim, sempre. Sobra mais um fim. Não se mexe!
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