sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

engraçado né, ontem eu pensava que você era tudo pra mim. Meu ar, minha vida, minha metade da laranja. Agora que o tempo passou, percebo o quanto fui infantil ao acreditar nisso. Ao acreditar cegamente nas suas palavras, nos seus gestos. Estar disposta a ficar contra tudo e contra todos. Aceitar seu ciúmes, me afastar dos meus amigos. Tudo foi em vão. Mas agora acabou. E o mais prejudicado foi você. É, acredite, você! E sabe por que? Porque eu te amei de verdade. E acho difícil encontrar outra que ame tanto, que seja fiel, e tenha todas as qualidades que eu tenho. É amor, o único que perdeu nessa história, foi você!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bom, hoje posso dizer que o desprendimento é meu mais novo analgésico. Mas nem sempre foi assim. Como quando eu te vi mudar tanto. De amigo companheiro, passava a ser superficial e estranho. E eu passava a ser um serzinho torturado, ofendido e inconformado. Lutei, mas me afastei, porque da dor a gente se afasta. Ou pelo menos, deveria se afastar.E aí a gente chega naquele ponto onde acredita que o rumo que a vida tomou foi o mais certo: “é melhor assim”. Quando, no fundo, eu me contorcia por não poder controlar tempo, espaço e caráter. Por ver, impotente, você se tornar algo tão idiota e distante do que um dia foi. Se é que um dia foi. Olha, até confesso: em cada relacionamento a reciprocidade sempre foi uma medida categorizada e classificada exclusivamente por mim. Injusto? Muito. Estúpido? Demais. Mas adivinhe quem sempre acabava perdendo o jogo?Um jogo. Expectativa e realidade são como um jogo vicioso onde quem ganha é sempre o azar. Azar de quem espera sempre o máximo das pessoas e não reconhece sorte do mínimo gesto de retorno. De quem não sabe equilibrar perdas e ganhos. Azar de quem nasceu carente assim.No fim das contas, em qualquer relacionamento, a melhor parte do que se ganha é justamente o que a gente não pediu. Como um brinde inesperado que te faça sentir "cliente especial". Mas e quando a gente não recebe, é errado achar que mesmo assim temos direito?E eu sinto a sua falta sem querer sentir. Me culpo, mas só depois de soterrar você em erros maiores. E eu sei, mais uma vez, que “é melhor assim”. Ainda que essa decepção machuque tanto. Ainda que alguém me diga que se não volta, é porque nunca tive- se é que eu tive.Antes que eu me despeça da culpa (a nossa) achando que "algumas pessoas simplesmente não se importam”, esqueço a saudade, finjo independência e me consolo: intensidade continua sendo o melhor (e o pior) em mim.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

As palavras “nunca” e “sempre” pareciam-me hipérboles ridículas e desnecessárias antes de conhecer você, mas não existem, no meu vocabulário, palavras para expressar melhor o meu amor e a minha vontade, senão essas.
Prometi para mim mesma que não me deixaria levar pelo amor; não diria “eu te amo” e nunca me entregaria facilmente. As caras, bocas e frases bobas de pessoas apaixonadas não sairiam da minha boca jamais. Porém meus olhos traíram-me quando te viram; tive que esquecer minhas promessas e refazer meus planos.
Desde então você passou a ser coisa mais estimada e preciosa da minha vida. você passou a ocupar meu coração por inteiro, sem deixar brechas, preenchendo os espaços perfeitamente.
Onde não tinha vida você fez reviver, onde não tinha graça você divertiu, onde não tinha esperanças você fez ser possível.
O tanto que perambulei, o tanto que vaguei sem propósito e todas as atitudes que tomei sem sentido me trouxeram até você. Hoje sou capaz de entender tudo que passei.
Por tudo que você é para mim e por tudo que você faz por mim: ‘se eu não puder fazer a pessoa mais feliz eu chego o mais perto disso possível.’

domingo, 17 de outubro de 2010

de SACO CHEIO!


Semana do saco cheio deveria ser mês do saco cheio. pelo menos pra mim, esse está sendo o outubro mais cansativo e entediante que eu tenho na memória. Essa minha faculdade é uma bela bosta e me dá vontade de vender bijouterias, só de lembrar que ainda faltam três anos e meio pra acabar. Quem é que inventou aquela infâmia de que a faculdade é a melhor época da nossa vida? Bom, seja quem for, o cara não fazia Odontologia na UFMS, disso eu tenho certeza! lamentações a parte, o meu feriado foi maravilhoso. Apesar de não ter ido ao Interodonto, nem ao SWU, nem pra Porto, nem muito menos pra October... dei meus pulos e consegui tirar o melhor de cada um desses dias. Aproveitei cada segundo, fui pra Piraputanga, acampei, curti uma fogueira com direito a vinho e violão, matei saudade dos meus primos, nadei de rio, fiz trilha, fui num baile (SIM, UM BAILE!), cuidei da minha colheita feliz, joguei baralho com meus pais, festei em sidrolândia e claro, fiz trabalhos pra faculdade (nem tudo são flores, meu caro). É, passou voando e cá estou, naquela nostalgia de domingo a noite, querendo dormir e acordar nas minhas tão sonhadas férias. Que Deus me dê forças pra mais uma semana de provas, que os namorados/maridos das minhas professoras recaucadas sejam bonzinhos com elas e que minha tpm não seja muito bruta esse mês.

quanto drama, Deus.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quando estou perto de você me sinto pequena. Me sinto quase um nada. Você não se importa. Continua por aí, vivendo sua pequena vida, cheio de liberdade, amigos... Sendo livre por si só. Me importo com você. Me importo com o que você vai pensar. Me importo quando você não está aqui. Sim. Mas porquê, se já não falo, não toco e não olho para você?
Fico tão pequena do seu lado que deixo se ser eu mesma... Essa vai embora e vem um ser microscópico pro seu lado. Que não consegue nem falar algo concreto. Sei lá. Medo de falar alguma coisa que você desaprove, sabe? Eu já entendi. Você não quer mais nada comigo né? Não precisa nem responder, eu vejo isso sempre que estou perto. Mas ás vezes, quando você me toca, me confunde! Acaba comigo, me faz pensar em tudo que eu já conclui. ‘Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado.’ Tava me doando de braços abertos para você, que saiu da minha reta. Saiu correndo, quase voando. Não deu tempo de te dizer tchau. Saiu. Só saiu. Assim. Solto. Livre. Nunca me aconteceu como o que está acontecendo agora. Sempre foi muito fácil. Eu queria, as outras pessoas também queriam, e pronto. Porque você faz assim comigo? Quem te mandou me castigar? Quer saber? faz o que quiser. Só não me destrói. Não acaba comigo tão rápido, não enjoa de mim tão facilmente. Espero, eu, ter coragem de chegar até você e dizer tudo isso. Dizer que gosto demais de você, e nem é da boca pra fora, não. Mas não sei se deveria fazer isso. Não vejo reciprocidade. Você não merece saber de mim tudo isso. Te odeio. Em meio de tantas antíteses, eu, sei lá, eu só digo o que vem na minha cabeça, esperando que você diga que me quer.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

vida de dúvida.


Quando a dúvida te pega de surpresa, no momento em que tudo na sua vida estava caminhando bem, eis que ela chega, te abraça e não te solta mais. Sentimentos antigos resurgem, saudades que até então eram vencidas, tudo vem à tona. E isso só contribui para que? te deixar em dúvida! Oh Céus! O que fazer então? Nada. Aconselho à mim mesma sempre que estou em dúvida: "não sabe o que fazer, não faça nada, Marri." Acho que funciona, mas, é difícil passar por cima de ideias que veem à sua mente e você não sabe dizer se são certas ou não! Afinal, se está na sua mente tem algum motivo, tudo tem um motivo, certo? Pensar assim confunde mais ainda! A dúvida é traiçoeira, os pensamentos, os sentimentos e os hormônios (por que não?) também! Às vezes penso que a vida é feita para nos confundir, nos testar, nos provar! Então, vida, deixa eu te dizer algo: "Dá para parar com isso por favor? Não tem graça! Façamos um pacto de amizade e entedimento, eu aprendo o que você quer me ensinar e você me deixa ser feliz! Ok?" Concluindo, posso dizer que a dúvida é consequência da vida, essa vida danada que quer o nosso melhor todo dia e nos prova, nos testa, nos deixa em DÚVIDA! Mas, o principal objetivo dessa vida é nos fazer morrer sendo melhores do que quando nascemos. Pensando bem, então, a vida não é tão malvada assim, só suas técnicas de aprendizagem que são! No fundo, ela foi e é minha melhor professora!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Hoje percebi que sou a pessoa mais feliz do mundo.
Eu tenho dois braços, duas pernas, com cinco dedos em cada mão e em cada pé, coxas torneadas; não tenho nenhum déficit de proteína, nem câncer, síndromes estruturais ou coisa parecida. Meus cromossomos são perfeitamente pareados e minha alegria é facilmente contornável. Tenho pai, mãe, família, não passo fome, não vivo na rua.
Tiro sempre uma boa lição das coisas difíceis que enfrento na vida ou dos socos que tomo na testa.
Meus amigos são os melhores que um ser humano digno merece ter. Merecem tudo de bom nessa vida. Meu namorado é o mais incrível (em todos os sentidos e aplicações da palavra); me fascina, ilumina e deslumbra. Somos apaixonados, estamos entregues; essa paixão é o meu guia e só me leva à bons caminhos...
Minha coca está sempre gelada e meu sorriso pronto pra engolir qualquer choro.
Vivo e não canso. Sobrevivo e não canso. Aprendo, supero, respiro, me esforço e não canso.
Meu futuro é garantido; Deus, apesar de tudo está sempre do meu lado, me ajudando, me amando. Quiçá eu seja a pessoa mais feliz do mundo. Ou apenas a mais satisfeita.

domingo, 15 de agosto de 2010


Você logicamente conhece seus pais, certo? Seus avós também. Terá sorte se tiver conhecido seus bisavós. Raridade é se você tiver conhecido seus tataravós.
E os que viveram antes deles?... você nem nunca ouviu falar! sua família cara.
O que eles fizeram, como eles viveram, as dificuldades que enfrentaram, suas idéias e vontades que foram reprimidas, você não sabe. Ao menos que as pessoas tenham feito algo realmente importante, que marcou a vida de MUITAS pessoas - tenha sido essa marca boa ou ruim - você não irá ouvir falar dela.
Então que diferença faz querer mudar meio mundo, discordar, discutir, convencer, lutar, conquistar, reconquistar, construir, falar, declarar, acumular e tentar impressionar se no final o que vale a pena de verdade é fazer tudo para si mesma? Porque só você saberá das coisas que já fez por você por mais alguém. Só você sabe quando está agindo com boa ou má intenção. Você não pode tentar enganar a si mesmo. Faça o que você gosta, mude para você, agrade-se. Não é egoísmo tentar SE agradar primeiro , porque ao ficar feliz, você tem uma facilidade bem maior de alegrar as pessoas a sua volta.
Do que vale modismo, aparências e comportamentos se no final tudo vai se acabar e você vai simplesmente passar?
O mais importante é descobrir sua essência. Todo o resto ficará aqui quando você morrer. Saber se você prefere ser feliz, fazer o que acha que te faz melhor, aceitar as consequências dessas coisas, ou se tornar "importante", ser reconhecido pelos outros.
Nada de vômitos, ressacas, nauseas ou dores depois;
Considere o que pensam seus pais, amigos, amores, mas dê prioridade para o que Deus pensa sobre você, afinal, aquele que te criou te conhece melhor que ninguém. É a opinião dEle a ÚNICA que realmente importa.
Seja grato para com os que te ajudaram, para com os que foram importantes na formação do seu caráter e da sua concepção de bom e feliz.
Arrisque-se. Principalmente isso. Porque ao menos que você seja vidente, não saber o que é bom de verdade é sinônimo de arrependimentos futuros.
Tenha perseverança, porque as outras pessoas são cruéis, meu bem. Elas, com certeza, vão tentar te ferrar, vão dizer que você não presta e que não tem valor. Enquanto você corre atrás da sua felicidade, eles continuam com aquelas máscaras falsas, horríveis e pesadas. Encontre alguém para compartilhar sua felicidade, porque se tudo der certo, ela será imensa demais pra uma pessoa só. Mas que seja alguém tão inteligente e real quanto você.
Não morra velha demais. Viva enquanto ainda existir vida dentro de você.
Passe suas sabedorias adiante. Influencie alguém. Se for bem sucedido, conte o segredo do seu sucesso à alguém que você goste, ou alguém que ainda tenha tempo de conquistar sucesso tão grande como o seu.
Tenha filhos. Ensine à eles a serem humildes.
Nada tenho pra lhe falar sobre ser conhecido e reconhecido. Faça a diferença sendo feliz, sendo você. A pessoa mais incrível que você conhece pode não passar de uma máscara be
m vestida.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Felicidade?


Não é fácil.
A felicidade é um sentimento popular e pode ser facilmente confundido com outros.
Alegria, entusiasmo, satisfação, prazer...
Mas a felicidade é muito maior que todos os anteriores. É mais difícil e complexo de ser alcançado. Depende de uma cadeia, de uma série, e um conjunto de reações que, combinadas, possibilitam o indivíduo de ser feliz.
A felicidade é sutil. É simples e é sutil; porém tem muitas nuances.
Nuances na intensidade, na quantidade, na duração e no peso que ela tem pra você.
A felicidade é, muitas vezes, difícil de identificar. Ouvimos por aí: "Ai! eu era feliz e nem sabia".
Porque é intangível. Não existe uma máquina nem uma pessoa que te diga se você é feliz ou não. E se não, como fazer para ser. Não existe um manual. Nem regras. Na verdade, ultimamente tudo anda querendo fugir das regras. Tudo quer ser a exceção. Tudo e todos. Pelo menos pra mim, a felicidade depende de um balanceamento de poderes, quereres, gostares e pesares. Quando está tudo certo, equilibrado, ajustado e estável, está tudo bem. Tudo feliz.
Não gosto da felicidade em curto prazo. Até porque pra mim isso tem outro nome.
Os elementos primitivos à felicidade têm que estar sólidos e duradouros...
Também penso e estou quase certa de que pessoas não podem ser felizes sozinhas. “Impossível ser feliz de fato em alguém pra amar”. Não precisam de uma dependência nem de uma “metade da laranja”. Só de alguém para dividir a felicidade, as queixas, os problemas, os sonhos, os gostos, a sabedoria, a diversão, o silêncio, os carinhos, os defeitos, as qualidades, a vida, o amor. Não me lembro de nenhuma outra vez que estive tão feliz quanto estou hoje;

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Há, ainda, muitas coisas que desconheço de mim. Tanto aspectos físicos quanto psicológicos.
Mas eu já conheço meu limite; já sei quando não dá mais pé.
Odeio-me ás vezes, mas não o bastante pra querer me ver sofrendo. No máximo quero me matar, mas não sofrer de amores; isso não.
Também sou esperta o suficiente pra prever certas conseqüências.
Andar por aí ignorando o óbvio não é comigo. Por mais que seja grande a vontade de querer arriscar, ás vezes a colheita é clara demais para ser ignorada. E eu odeio fazer o papel de idiota na história.
Desculpe-me, mas não posso acordar todos os dias injetando uma dose de certeza, segurança, paciência e disposição na veia... Não posso enrolar a fraqueza, a tristeza e a carência juntas num papel e queimá-las, até a última ponta, junto com os cigarros do meu pai.
Sou um ser humano fraco e falho. Que odeia ser humano por esses dois aspectos anteriormente citados, mas que, ainda assim, é.
Que adora ser inteligente, mas também adora usar a natural idiotice humana como desculpa para os seus erros, fracassos, defeitos e vícios.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Você me ganha com as coisas que diz, que faz, que esconde e que pensa. Mas, ás vezes, também me afasta.
Quanto mais perto eu deixo você chegar, mais perto eu te quero de mim.
E quando você vai embora, leva uma parte minha contigo. Rotineiramente isso acontece. Idas e vindas fazem parte do nosso cotidiano, mas sinceramente, eu não tenho do que reclamar.
Não importa o tempo que passamos juntos, ele nunca vai ser o suficiente.
Meu coração estava um pouco e se não ainda amargo mas eu quero dar à você o meu melhor.
De fato as coisas não são do modo que a gente gostaria que fosse (que eu gostaria, pelo menos), mas contando que estejamos juntos, é o que importa pra mim.
Meu vocabulário pra coisas românticas é um pouco limitado; e ás vezes acho mais bonito não falar nada. Só olhar, afagar, ou beijar... Outras vezes é impossível falar porque o sentimento presente é grande e sufocante demais – o que não é ruim.
Mas te digo: a cada dia que passa eu me encanto mais e mais por você. Amo-te mais e mais.
Arriscar. Palavra que me apavora. Mas com você é impossível não ter a tal vontade de deixar acontecer... Pagar pra ver até onde posso ir com você - e espero que longe.
Ultimamente tenho tido a certeza de que fiz a escolha certa...
Não tiro você da cabeça. Não quero mais ter que tirar.
Cada dia acredito mais que somos muito mais fortes juntos!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Entrega - Vineyard

'Te dou meu coração,
e tudo que há em mim.
Entrego meu viver
por amor a Ti, meu Rei!
Meus sonhos rendo a Ti
e meus direitos dou.
O orgulho vou trocar
pela vida do Senhor.

E eu entrego tudo a Ti,
tudo a Ti.

Eu canto esta canção
de entrega a Ti, Jesus,
e o que o mundo dá
eu deixo aos pés da cruz.
Por conhecer a Ti,
a Teu nome dar louvor,
sentir Tua alegria,
partilhando Tua dor.'

quero DEMAIS fazer disso tudo uma realidade na minha vida.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tudo bem.

Oi, tudo bem?
Tudo bem. Fora o tédio que me consome todas as 24 horas por dia. Fora a decepção de ontem, a decepção de hoje e a desesperança crônica do amanhã. Tenho vontade de chorar, raiva de não poder. Quero gritar até ficar rouca, quero gritar até ficar louca. Eu não sei de nada mais que eu possa fazer. Você fica entre me deixar com raiva ou me deixar triste. Isso sem contar com a ânsia de vômito, o que é reação a tal pergunta idiota.
Fora tudo isso, tudo bem.

domingo, 11 de julho de 2010


Queria uma chuva que te parasse quando você anda por aí sem mim.
Queria que uma música bem alta ou uma tagarelice tomasse conta da sua cabeça quando essa começar a ter maus pensamentos em relação à nós.
Queria ser tão esperta quanto dizem por aí que sou, daí eu poderia inventar algum artifício mágico e místico só pra gente se isolar e viver feliz pra sempre.
Queria que me visse em tudo que você olhasse... Horas, cores, silêncio, paredes, janelas, esquisitices, espelho...
Queria te tocar e saber te ler com somente esse toque.
Queria ter graça e emoção para você sempre. Queria disparar seu coração e esquentar seu corpo como se todas às vezes fossem sempre as primeiras.
Tenho medo de não fazer certo sempre. O que não necessariamente significa errar. Queria sempre ser correta pra você.
Barreiras, limites, empecilhos, brigas e confusões servem somente pra atrasar o caminho que me leva até você. Queria mais força, mais paciência, mais sabedoria e uma pílula para passar por eles mais rápido.
Confiança não se pede a ninguém. Então eu não vou incluí-la na minha lista de “queria”.

sábado, 10 de julho de 2010

vai demorar.


não é algo que vai curar rápido. é muito mais complicado. não existem remédios para corações partidos. o receitável é deixar essa ferida aberta, até ela cicatrizar. depois de um tempo, você ainda vai lembrar dessa ferida que rasgou fundo o teu peito. mas vai saber também, que foi apenas uma página do capítulo passado. enquanto a ferida não cicatriza, eu vou levando do jeito que dá. tentando esquecer, fingindo esquecer. uma hora dessas há de passar.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sabe, eu até acredito no amor. Mais do que isso, eu acredito que os humanos foram feitos para sofrer.
A gente vive nessa de procurar uma pessoa bem legal, bonita, que te divirta, que te distraia... Enfim; escolhe alguém para amar;
Daí você ama essa pessoa, planeja, sonha, deseja, jura, morre de amores... depois você fica saturado, cheio; aí seu amor acaba; você sofre, seu amor sofre; seu coração ou o do outro lateja, dói, incomoda toda vez que a cabeça pensa no ser que te deixou ou foi deixado. Vocês “sofrem” e sentem falta da parte boa, mas depois de um tempo você percebe que as partes ruins dessa pessoa gritam para você enxergá-las. Você percebe que é melhor assim, sem o outro. É mais livre, mais fresco, mais arejado. Você parte para uma saga, muito decidido de esquecer essa pessoa, afinal existem milhões de pessoas no mundo que amaríamos mais se conhecesse.
Mas gente, é possível esquecer uma pessoa que te proporcionou, se não tanta, mas, alguma felicidade?! Aí é quando você pensa em todos os defeitos do outro e no quão desprezível essa pessoa é pra você agora.
Todo esse processo acontece mais, ou menos rápido para uns em relação a outros.
No meio de toda essa coisa do desapego, rolam conversas com o outro, rolam tentativas de reconciliação, rolam tristezas, depressões, outras bocas, uns porres... Tudo isso são fatores que influenciam no processo do desapego (chamo de catalisadores). Mas tentando não perder o foco do amor, e dentro do meu ceticismo, tente realmente acreditar que isso não é um ciclo; quero acreditar que seja uma teia, onde pode haver um fim. Quando, um dia, finalmente sua força de vontade supere sua sede de caça aos corações alheios. Um dia você vai querer o controle de um só; aí você só tem que orar para que seja recíproco. Assim como a felicidade, o amor é o objetivo mor da vida medíocre humana. Aliás, acredita-se que não se chega à felicidade quando não tem alguém pra amar... E não vale se for sua mãe, seu irmão, sua avó e afins; tem que ser aquele estranho que você conquistou que deixou de ser um estranho para ser seu amor. Mas não tem nada de cético nessa história. Só um monte de suposições, e inter-relações.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Contente-se


Ando questionando a capacidade do ser humano a se adaptar e a suportar certas situações. Ando, inclusive, testando.
Não sei até quando é possível sustentar o pensamento de que tudo vai melhorar, até quando se pode viver pensando que coisas vão passar e que um dia a concessionária vai te sortear e você será um feliz dono do seu nariz.
A vida é movida por atos. Sem movimento, não há continuidade, renovação ou rumo.
Se você está desconfortável com uma situação, faça mudar. Você, fundamentalmente, é responsável pela vida que leva. Então não corra para ninguém reclamando dela ou clamando por piedade ao Senhor. Não espere o tempo curar suas angústias.
Papai Noel não existe, o coelho da Páscoa não te trouxe chocolate, a fada dos dentes não vai colocar uma moeda embaixo do seu travesseiro, um príncipe não virá montado em um cavalo branco para dançar valsa quando fizer 15 anos, você não é a menina mais legal da sua escola, seus peitos não vão ser bonitos pra sempre, sua mãe não vai te apoiar em todos os passos da sua vida, o dia do seu aniversário não vai ser o mais feliz do ano, você não vai morrer dormindo, o filme que você quer assistir vai parar de passar no cinema quando você arrumar tempo para vê-lo e seu namorado não te ama nem te acha tão inteligente quando diz. Faustão e Gugu vão dominar pra sempre seu domingo de televisão aberta, aquele tênis maneiro da liquidação vai acabar quando você receber seu salário, seu amigo vai estar ocupado com a namoradinha dele quando você precisar do ser ombro amigo, seu namorado já ficou com a ex-namorada dele enquanto vocês namoravam e você não vai, nunca, ser feliz pra sempre, então contente-se com o feliz AGORA.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

o que tem pra hoje.

O amor é uma espécie de hipocrisia.
A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente.
Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse?
Mas a gente nunca conhece.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre mim?


Acredite em metade do que você vê e em NADA do que você ouve. Não o que EU falo, mas o que as OUTRAS pessoas falam. Porque falam o que não sabem; não me conhecem. E metade do que você vê porque eu não transpareço tudo. E nem tudo que transpareço é real. Eu sou aquela que finge. Eu sou aquela que morre de amores; ou aquela que finge que morre de amores?
Morrer de amores? Eu gosto disso. É o que mais me faz sentir viva.
Sofrer? Faz parte... Não existe nada que traga somente alegrias e felicidades. O amor não foge dessa regra. Sempre uma pontinha (ou pontão) de dificuldade ou angústia.
Não! Eu não sou sadomasoquista, mas é que essa angústia vem junto com o frio na barriga, que é incrivel. Aquele mal-estar gostoso... saudável... nossa!
O exponencial ruim é a expectativa do final. Talvez me faça parecer desgostosa da vida, mas eu sempre sei que vai acabar e que vai doer. Nem que seja por um dia, vai doer.
E pra mim, essa é a parte que me faz sentir humana. Quando eu sofro provo pra mim mesma que não sou um monstro; que tenho sentimentos iguais aos das demais pessoas que já destruí.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

nada é insubstituível


As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

domingo, 4 de julho de 2010

cada um por si, eu por mim, e mais nada.


Final de semana atípico, desses que você não espera, não no meio de uma tempestade. Rever amigos, relembrar paixões, recordar músicas... tudo tão, tão saudável, tudo tão adiado por planos malucos de suicídio emocional. Agora chega, quero de volta a minha vidinha desplanejada, quero experimentar de novo o gostinho de ter a mim só pra mim, sem precisar me dividir diariamente, as vezes esquecendo daquilo que tem e sempre terá mais valor. O meu sorriso hoje, continua estampado, com motivos muito mais coerentes que antes. As minhas amizades continuam intactas, eu é que parei no tempo pra viver um amor que só existiu na minha cabeçinha de girico. Arrependimento não é pra mim, mas se fosse, hoje ele teria nome e sobrenome. Nada pode valer mais que a sua liberdade, ninguém tem o direito de diminuir o seu valor. Por incrível que pareça, poucas vezes me senti tão feliz como agora. Eu sei sim, que pode demorar um pouco pra eu reconstruir o meu castelinho de sonhos, mas dessa vez, pode acreditar, a areia não será o destino dele. É bom me ter de volta. ‘so far away’ (:

Desapego.


Você era sol e eu queria luz. Era chuva e eu precisava de água. Éramos começo, novidade. O primeiro doce do pacote, a primeira mordida de uma boca com fome. E eu era faminta. Saboreava a vida como um tempero exótico. Eu era a cega que voltava a ver, e você era a primeira tonalidade. Enfim, éramos um doce. Um doce problema. Porque o problema de toda novidade é que o novo tem validade.
Curta. Não importa o quanto o sentimento seja legítimo: se é novo, uma hora fica velho. Com o tempo, cria artrites, os ossos enfraquecem, e como nas pessoas, o coração falha. Às vezes entope, às vezes corre. Mas tem vezes que pára. Hoje eu quis entender porque é que o meu desacelerou. Se era antes capaz de parar o tempo, decretar a paz e jurar estabilidade, hoje negou a si mesmo. Não porque era superficial, nem porque não aguentou o tranco. Sinceramente, eu nem sei bem o por quê. Só sei que hoje eu quis um pouco mais de mim e um pouco menos de você.
Não sei se chamo isso de fracasso, vulnerabilidade ou se é só uma lição pra me fazer enxergar que as vezes o nosso porto seguro não é tão seguro assim. Sou vulnerável às mudanças do tempo e não tenho imunidade contra o desinteresse. Ninguém tem. Ninguém que teve um brinquedo, uma música favorita ou um sentimento extraordinário saberia eternizar o impulso do início. A insatisfação, muitas vezes, é o que faz as coisas andarem. E desta vez, ela me faz andar para um lado contrário ao teu.
Por mais que a contraditória aqui seja eu. Ou que as palavras tão firmes de antes hoje pareçam poeira. Se até a dona natureza, que é sábia, tem mudanças de estações, eu - que sei tão pouco de tudo - acho que também posso ter. Correndo o risco sim, de parecer volúvel. Mas nunca me entregando à mediocridade que é viver com um coração resignado. Ou de oferecer amor em um tom apagado. Se é vida o que você me propõe, considere a missão cumprida. Quanto mais inexplicável tudo parece, mais eu me sinto viva.