quinta-feira, 29 de julho de 2010

Há, ainda, muitas coisas que desconheço de mim. Tanto aspectos físicos quanto psicológicos.
Mas eu já conheço meu limite; já sei quando não dá mais pé.
Odeio-me ás vezes, mas não o bastante pra querer me ver sofrendo. No máximo quero me matar, mas não sofrer de amores; isso não.
Também sou esperta o suficiente pra prever certas conseqüências.
Andar por aí ignorando o óbvio não é comigo. Por mais que seja grande a vontade de querer arriscar, ás vezes a colheita é clara demais para ser ignorada. E eu odeio fazer o papel de idiota na história.
Desculpe-me, mas não posso acordar todos os dias injetando uma dose de certeza, segurança, paciência e disposição na veia... Não posso enrolar a fraqueza, a tristeza e a carência juntas num papel e queimá-las, até a última ponta, junto com os cigarros do meu pai.
Sou um ser humano fraco e falho. Que odeia ser humano por esses dois aspectos anteriormente citados, mas que, ainda assim, é.
Que adora ser inteligente, mas também adora usar a natural idiotice humana como desculpa para os seus erros, fracassos, defeitos e vícios.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Você me ganha com as coisas que diz, que faz, que esconde e que pensa. Mas, ás vezes, também me afasta.
Quanto mais perto eu deixo você chegar, mais perto eu te quero de mim.
E quando você vai embora, leva uma parte minha contigo. Rotineiramente isso acontece. Idas e vindas fazem parte do nosso cotidiano, mas sinceramente, eu não tenho do que reclamar.
Não importa o tempo que passamos juntos, ele nunca vai ser o suficiente.
Meu coração estava um pouco e se não ainda amargo mas eu quero dar à você o meu melhor.
De fato as coisas não são do modo que a gente gostaria que fosse (que eu gostaria, pelo menos), mas contando que estejamos juntos, é o que importa pra mim.
Meu vocabulário pra coisas românticas é um pouco limitado; e ás vezes acho mais bonito não falar nada. Só olhar, afagar, ou beijar... Outras vezes é impossível falar porque o sentimento presente é grande e sufocante demais – o que não é ruim.
Mas te digo: a cada dia que passa eu me encanto mais e mais por você. Amo-te mais e mais.
Arriscar. Palavra que me apavora. Mas com você é impossível não ter a tal vontade de deixar acontecer... Pagar pra ver até onde posso ir com você - e espero que longe.
Ultimamente tenho tido a certeza de que fiz a escolha certa...
Não tiro você da cabeça. Não quero mais ter que tirar.
Cada dia acredito mais que somos muito mais fortes juntos!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Entrega - Vineyard

'Te dou meu coração,
e tudo que há em mim.
Entrego meu viver
por amor a Ti, meu Rei!
Meus sonhos rendo a Ti
e meus direitos dou.
O orgulho vou trocar
pela vida do Senhor.

E eu entrego tudo a Ti,
tudo a Ti.

Eu canto esta canção
de entrega a Ti, Jesus,
e o que o mundo dá
eu deixo aos pés da cruz.
Por conhecer a Ti,
a Teu nome dar louvor,
sentir Tua alegria,
partilhando Tua dor.'

quero DEMAIS fazer disso tudo uma realidade na minha vida.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tudo bem.

Oi, tudo bem?
Tudo bem. Fora o tédio que me consome todas as 24 horas por dia. Fora a decepção de ontem, a decepção de hoje e a desesperança crônica do amanhã. Tenho vontade de chorar, raiva de não poder. Quero gritar até ficar rouca, quero gritar até ficar louca. Eu não sei de nada mais que eu possa fazer. Você fica entre me deixar com raiva ou me deixar triste. Isso sem contar com a ânsia de vômito, o que é reação a tal pergunta idiota.
Fora tudo isso, tudo bem.

domingo, 11 de julho de 2010


Queria uma chuva que te parasse quando você anda por aí sem mim.
Queria que uma música bem alta ou uma tagarelice tomasse conta da sua cabeça quando essa começar a ter maus pensamentos em relação à nós.
Queria ser tão esperta quanto dizem por aí que sou, daí eu poderia inventar algum artifício mágico e místico só pra gente se isolar e viver feliz pra sempre.
Queria que me visse em tudo que você olhasse... Horas, cores, silêncio, paredes, janelas, esquisitices, espelho...
Queria te tocar e saber te ler com somente esse toque.
Queria ter graça e emoção para você sempre. Queria disparar seu coração e esquentar seu corpo como se todas às vezes fossem sempre as primeiras.
Tenho medo de não fazer certo sempre. O que não necessariamente significa errar. Queria sempre ser correta pra você.
Barreiras, limites, empecilhos, brigas e confusões servem somente pra atrasar o caminho que me leva até você. Queria mais força, mais paciência, mais sabedoria e uma pílula para passar por eles mais rápido.
Confiança não se pede a ninguém. Então eu não vou incluí-la na minha lista de “queria”.

sábado, 10 de julho de 2010

vai demorar.


não é algo que vai curar rápido. é muito mais complicado. não existem remédios para corações partidos. o receitável é deixar essa ferida aberta, até ela cicatrizar. depois de um tempo, você ainda vai lembrar dessa ferida que rasgou fundo o teu peito. mas vai saber também, que foi apenas uma página do capítulo passado. enquanto a ferida não cicatriza, eu vou levando do jeito que dá. tentando esquecer, fingindo esquecer. uma hora dessas há de passar.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sabe, eu até acredito no amor. Mais do que isso, eu acredito que os humanos foram feitos para sofrer.
A gente vive nessa de procurar uma pessoa bem legal, bonita, que te divirta, que te distraia... Enfim; escolhe alguém para amar;
Daí você ama essa pessoa, planeja, sonha, deseja, jura, morre de amores... depois você fica saturado, cheio; aí seu amor acaba; você sofre, seu amor sofre; seu coração ou o do outro lateja, dói, incomoda toda vez que a cabeça pensa no ser que te deixou ou foi deixado. Vocês “sofrem” e sentem falta da parte boa, mas depois de um tempo você percebe que as partes ruins dessa pessoa gritam para você enxergá-las. Você percebe que é melhor assim, sem o outro. É mais livre, mais fresco, mais arejado. Você parte para uma saga, muito decidido de esquecer essa pessoa, afinal existem milhões de pessoas no mundo que amaríamos mais se conhecesse.
Mas gente, é possível esquecer uma pessoa que te proporcionou, se não tanta, mas, alguma felicidade?! Aí é quando você pensa em todos os defeitos do outro e no quão desprezível essa pessoa é pra você agora.
Todo esse processo acontece mais, ou menos rápido para uns em relação a outros.
No meio de toda essa coisa do desapego, rolam conversas com o outro, rolam tentativas de reconciliação, rolam tristezas, depressões, outras bocas, uns porres... Tudo isso são fatores que influenciam no processo do desapego (chamo de catalisadores). Mas tentando não perder o foco do amor, e dentro do meu ceticismo, tente realmente acreditar que isso não é um ciclo; quero acreditar que seja uma teia, onde pode haver um fim. Quando, um dia, finalmente sua força de vontade supere sua sede de caça aos corações alheios. Um dia você vai querer o controle de um só; aí você só tem que orar para que seja recíproco. Assim como a felicidade, o amor é o objetivo mor da vida medíocre humana. Aliás, acredita-se que não se chega à felicidade quando não tem alguém pra amar... E não vale se for sua mãe, seu irmão, sua avó e afins; tem que ser aquele estranho que você conquistou que deixou de ser um estranho para ser seu amor. Mas não tem nada de cético nessa história. Só um monte de suposições, e inter-relações.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Contente-se


Ando questionando a capacidade do ser humano a se adaptar e a suportar certas situações. Ando, inclusive, testando.
Não sei até quando é possível sustentar o pensamento de que tudo vai melhorar, até quando se pode viver pensando que coisas vão passar e que um dia a concessionária vai te sortear e você será um feliz dono do seu nariz.
A vida é movida por atos. Sem movimento, não há continuidade, renovação ou rumo.
Se você está desconfortável com uma situação, faça mudar. Você, fundamentalmente, é responsável pela vida que leva. Então não corra para ninguém reclamando dela ou clamando por piedade ao Senhor. Não espere o tempo curar suas angústias.
Papai Noel não existe, o coelho da Páscoa não te trouxe chocolate, a fada dos dentes não vai colocar uma moeda embaixo do seu travesseiro, um príncipe não virá montado em um cavalo branco para dançar valsa quando fizer 15 anos, você não é a menina mais legal da sua escola, seus peitos não vão ser bonitos pra sempre, sua mãe não vai te apoiar em todos os passos da sua vida, o dia do seu aniversário não vai ser o mais feliz do ano, você não vai morrer dormindo, o filme que você quer assistir vai parar de passar no cinema quando você arrumar tempo para vê-lo e seu namorado não te ama nem te acha tão inteligente quando diz. Faustão e Gugu vão dominar pra sempre seu domingo de televisão aberta, aquele tênis maneiro da liquidação vai acabar quando você receber seu salário, seu amigo vai estar ocupado com a namoradinha dele quando você precisar do ser ombro amigo, seu namorado já ficou com a ex-namorada dele enquanto vocês namoravam e você não vai, nunca, ser feliz pra sempre, então contente-se com o feliz AGORA.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

o que tem pra hoje.

O amor é uma espécie de hipocrisia.
A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente.
Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse?
Mas a gente nunca conhece.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre mim?


Acredite em metade do que você vê e em NADA do que você ouve. Não o que EU falo, mas o que as OUTRAS pessoas falam. Porque falam o que não sabem; não me conhecem. E metade do que você vê porque eu não transpareço tudo. E nem tudo que transpareço é real. Eu sou aquela que finge. Eu sou aquela que morre de amores; ou aquela que finge que morre de amores?
Morrer de amores? Eu gosto disso. É o que mais me faz sentir viva.
Sofrer? Faz parte... Não existe nada que traga somente alegrias e felicidades. O amor não foge dessa regra. Sempre uma pontinha (ou pontão) de dificuldade ou angústia.
Não! Eu não sou sadomasoquista, mas é que essa angústia vem junto com o frio na barriga, que é incrivel. Aquele mal-estar gostoso... saudável... nossa!
O exponencial ruim é a expectativa do final. Talvez me faça parecer desgostosa da vida, mas eu sempre sei que vai acabar e que vai doer. Nem que seja por um dia, vai doer.
E pra mim, essa é a parte que me faz sentir humana. Quando eu sofro provo pra mim mesma que não sou um monstro; que tenho sentimentos iguais aos das demais pessoas que já destruí.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

nada é insubstituível


As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

domingo, 4 de julho de 2010

cada um por si, eu por mim, e mais nada.


Final de semana atípico, desses que você não espera, não no meio de uma tempestade. Rever amigos, relembrar paixões, recordar músicas... tudo tão, tão saudável, tudo tão adiado por planos malucos de suicídio emocional. Agora chega, quero de volta a minha vidinha desplanejada, quero experimentar de novo o gostinho de ter a mim só pra mim, sem precisar me dividir diariamente, as vezes esquecendo daquilo que tem e sempre terá mais valor. O meu sorriso hoje, continua estampado, com motivos muito mais coerentes que antes. As minhas amizades continuam intactas, eu é que parei no tempo pra viver um amor que só existiu na minha cabeçinha de girico. Arrependimento não é pra mim, mas se fosse, hoje ele teria nome e sobrenome. Nada pode valer mais que a sua liberdade, ninguém tem o direito de diminuir o seu valor. Por incrível que pareça, poucas vezes me senti tão feliz como agora. Eu sei sim, que pode demorar um pouco pra eu reconstruir o meu castelinho de sonhos, mas dessa vez, pode acreditar, a areia não será o destino dele. É bom me ter de volta. ‘so far away’ (:

Desapego.


Você era sol e eu queria luz. Era chuva e eu precisava de água. Éramos começo, novidade. O primeiro doce do pacote, a primeira mordida de uma boca com fome. E eu era faminta. Saboreava a vida como um tempero exótico. Eu era a cega que voltava a ver, e você era a primeira tonalidade. Enfim, éramos um doce. Um doce problema. Porque o problema de toda novidade é que o novo tem validade.
Curta. Não importa o quanto o sentimento seja legítimo: se é novo, uma hora fica velho. Com o tempo, cria artrites, os ossos enfraquecem, e como nas pessoas, o coração falha. Às vezes entope, às vezes corre. Mas tem vezes que pára. Hoje eu quis entender porque é que o meu desacelerou. Se era antes capaz de parar o tempo, decretar a paz e jurar estabilidade, hoje negou a si mesmo. Não porque era superficial, nem porque não aguentou o tranco. Sinceramente, eu nem sei bem o por quê. Só sei que hoje eu quis um pouco mais de mim e um pouco menos de você.
Não sei se chamo isso de fracasso, vulnerabilidade ou se é só uma lição pra me fazer enxergar que as vezes o nosso porto seguro não é tão seguro assim. Sou vulnerável às mudanças do tempo e não tenho imunidade contra o desinteresse. Ninguém tem. Ninguém que teve um brinquedo, uma música favorita ou um sentimento extraordinário saberia eternizar o impulso do início. A insatisfação, muitas vezes, é o que faz as coisas andarem. E desta vez, ela me faz andar para um lado contrário ao teu.
Por mais que a contraditória aqui seja eu. Ou que as palavras tão firmes de antes hoje pareçam poeira. Se até a dona natureza, que é sábia, tem mudanças de estações, eu - que sei tão pouco de tudo - acho que também posso ter. Correndo o risco sim, de parecer volúvel. Mas nunca me entregando à mediocridade que é viver com um coração resignado. Ou de oferecer amor em um tom apagado. Se é vida o que você me propõe, considere a missão cumprida. Quanto mais inexplicável tudo parece, mais eu me sinto viva.