sábado, 16 de junho de 2012

Que seja agridoce.


Quão difícil é achar uma pessoa que te faça transbordar? Transbordar de sentimento, de paixão, de necessidade do outro. Transbordar de afeto, de desejo e porque não de tesão? Onde será que está a pessoa que vai me fazer transbordar novamente? Pensando a mesma coisa que eu? Me falam muitas vezes o quão difícil de lidar eu sou. O quão exigente para o amor, eu me tornei. E que assim eu nunca vou achar ninguém que seja o suficiente. O suficiente…. o que seria isso? Elas não entendem que eu não quero apenas o suficiente, eu quero o excesso. Não quero o suficiente, o limitado, o contado. Parece complicado, mas é mais fácil do que se imagina. Quero apenas o simples. Quão difícil é achar uma pessoa que goste de acampar, que goste de uma música boa, de assistir um filme, de dividir o milk shake e o último pedaço do bolo? Quero o simples do amor. Não quero cartas. Quem sabe um origami, aquele que você tanto tentou me ensinar. Quero que me mandem uma mensagem pedindo pra olhar a lua e me avisar que eu devia sair da frente desse computador e viver um pouco. Quero que joguem video-game comigo. E que amem isso. Quero que tenha brigas. Quero que tenha amassos de reconciliação. Quero um amor calmo, mas ao mesmo tempo que borbulhe. Não quero nhe nhe nhe demais, quero que seja na medida, que não enjoe, que seja agridoce. Quero alguém que me fale pra ficar quando eu gritar que vou embora. Quero alguém que fale por horas a fio comigo sobre séries, filmes e futebol. Que não se importe que eu vá na academia dia sim, outros 42 dias não. Alguém que apesar de ter me visto seis horas atrás, me abrace e sussurre ”Tava com saudade, pequena.” Quero a sensação de ver o mar e sentir ao mesmo tempo calma e euforia, quando eu vejo alguém. Quero a tremedeira nas pernas por causa de alguma presença. Quero olhar de cinco em cinco minutos pro visor do celular e desejar que alguém me salve. Quero ver as horas iguais e saber que não preciso disso para ter alguém pensando em mim. E apesar de não acreditar nisso, acreditar só por alguém. Quero que meus pais me envergonhem perguntando por alguém. E que eu sorria, por saber que existe alguém mesmo. Quero finalmente uma resposta pra dar a minha tia quando ela perguntar ”E os namorados?” e eu poder responder ”Foi jogar bola com meu irmão” Quero dedicatórias em livros, bilhetes na sacola do pão. Quero as borboletas invadindo meu estômago de novo. Quero alguém que cante ”Lucky” pra mim no violão. E acima de tudo, quero continuidade. Quero respeito. Não quero ser a única a me doar, muito menos a única a me doer. Quero reciprocidade. Quero alguém que aceite o meu ritmo. A c e l e r a d o, só que lento. E no final das contas, só quero a sorte de alguém querer o meu querer.

Um comentário:

  1. Relacionamentos não funcionam como na televisão e no cinema. Vão, não vão, e aí finalmente conseguem ficar juntos e felizes para sempre. Me da um tempo! 9 de 10 acabam porque eles não eram felizes de verdade e metade dos que conseguem terminam em divórcio mesmo... E te digo que mesmo com tudo isso, não me tornei um cínico. Não mesmo. Sim, eu talvez acredite que o amor aparece quando se presenteia uma caixa de doces cobertos de chocolate, ou, em algumas culturas, uma galinha. Pode me chamar de otário por acreditar. Pois eu acredito mesmo. No final das contas, os casais que foram feito um pro outro passam pelas mesma coisa que todos os outros, a diferença é que eles não se deixam abater! Um dos dois vai se levantar e lutar pelo relacionamento SEMPRE. Se forem certos um pro outro e forem muito sortudos. Um deles vai dizer algo. Um deles não vai desistir do outro, haja o que houver.

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