Eu só queria um sinal. Sei lá, ligar a TV e alguém
falar “espera um pouco, vai valer a pena”, sabe? É estranho pensar que talvez,
as coisas só estejam desse jeito porque você tá carente, porque não tem opções
melhores do que eu, porque de longe e pela internet, poucas pessoas topariam.
Ao mesmo tempo, eu sei que o nosso novembro foi de verdade, era você aqui,
comigo. Eu sei.
Eu
que sempre te disse 'te amo' com a maior naturalidade do mundo, hoje me
pergunto se os seus pra mim, são ditos da mesma maneira que antes. Com o mesmo
significado. Porque cá entre nós, os meus não são iguais.
E não importa onde ou com quem eu esteja, meu
pensamento tá sempre no mesmo lugar (2.594km daqui). Eu acho um absurdo você me controlar
assim, com essa facilidade. Você não me deixa ir embora, mas nunca me pede pra
ficar de vez. Talvez por não poder, sinceramente não sei. Só sei que com você
eu sou inteira, sem risada alta, maquiagem, sem medo, com todas as minhas inseguranças
expostas. Sou meu lado amiga e meu lado mulher, pela primeira vez eu sou os
dois juntos. Deve ser por isso que eu tô assim.
Só
quero te pedir pra não falar as coisas brincando. Fica sério e diz se me ama. Não
me deixa desviar o olhar, desconversar, fala sério comigo. Eu só queria saber
se tô nessa sozinha, se a brincadeira só ficou séria demais pra mim. Não quero
adivinhar, achar, supor, quero ouvir de você que eu não tô louca, que a gente
pode ter futuro. Porque se dependesse só de mim, a vida seria um eterno novembro.

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