terça-feira, 18 de dezembro de 2012





Eu só queria um sinal. Sei lá, ligar a TV e alguém falar “espera um pouco, vai valer a pena”, sabe? É estranho pensar que talvez, as coisas só estejam desse jeito porque você tá carente, porque não tem opções melhores do que eu, porque de longe e pela internet, poucas pessoas topariam. Ao mesmo tempo, eu sei que o nosso novembro foi de verdade, era você aqui, comigo. Eu sei.
Eu que sempre te disse 'te amo' com a maior naturalidade do mundo, hoje me pergunto se os seus pra mim, são ditos da mesma maneira que antes. Com o mesmo significado. Porque cá entre nós, os meus não são iguais.
E não importa onde ou com quem eu esteja, meu pensamento tá sempre no mesmo lugar (2.594km daqui). Eu acho um absurdo você me controlar assim, com essa facilidade. Você não me deixa ir embora, mas nunca me pede pra ficar de vez. Talvez por não poder, sinceramente não sei. Só sei que com você eu sou inteira, sem risada alta, maquiagem, sem medo, com todas as minhas inseguranças expostas. Sou meu lado amiga e meu lado mulher, pela primeira vez eu sou os dois juntos. Deve ser por isso que eu tô assim.
Só quero te pedir pra não falar as coisas brincando. Fica sério e diz se me ama. Não me deixa desviar o olhar, desconversar, fala sério comigo. Eu só queria saber se tô nessa sozinha, se a brincadeira só ficou séria demais pra mim. Não quero adivinhar, achar, supor, quero ouvir de você que eu não tô louca, que a gente pode ter futuro. Porque se dependesse só de mim, a vida seria um eterno novembro.

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