sexta-feira, 17 de agosto de 2012

with or without you..


Se no futuro for isso mesmo, tudo bem, parabéns pra nós. Conseguimos! Mas se não for, que não esteja muito longe, ou, ao menos, que não seja ruim. Porque eu sei, você sabe,  qualquer um sabe que tentar adivinhar o futuro é inútil e que seja lá o que existe, destino ou acaso, não será previsível. É por isso que a gente não deveria se preocupar tanto com o que vai se parecer depois de cinco anos, quinze, trinta. É o futuro, amor, não dá para adivinhar.

Se no futuro a casa for azul de cercas brancas, bacana, mas se for amarela sem jardim, poxa, bacana também. Temos que estar abertos às novas possibilidades e nunca nos deixar endurecer diante das situações que exigem flexibilidade. Principalmente flexibilidade de opiniões. Ser duro, ficar sempre focado no mesmo objetivo, vendo só um pedacinho do horizonte, nos tira muitas chances de encontrar coisas ainda maiores do que as que pensávamos estar procurando.
Talvez, lá na frente, os papéis se invertam e você seja meu protetor, os braços que me dão segurança e conforto, meu porto seguro. Talvez eu seja a que paga as contas, a que fica o dia todo fora de casa e você o que troca as fraldas, o que conhece todas as professoras da creche e vizinhas da rua. Talvez você esteja sabendo do dia do vencimento de todas as contas, do preço do litro de leite, do gás, da nova taxa do lixo, enquanto eu vou comentar das novidades da guerra na Líbia, das descobertas nas pesquisas da vacina do HIV, dos escândalos econômicos do nosso país bagunçado.
Não há como saber! E, honestamente, me interessa muito continuar não sabendo. Não que eu gosto de ser surpreendida o tempo todo, mas não suportaria se soubesse que no futuro sua cama vai ter o perfume de outra mulher, ou que o banco do passageiro do meu carro vai ter um formato que não é da sua bundinha linda. Mesmo que, por algum motivo, essa situação tenha sido escolhida por nós, não é minha escolha agora. Prefiro ser surpreendida pelo divórcio futuro do que não viver a parte boa da história que ainda temos pela frente.
Posso garantir que não quero saber do futuro, nem controlá-lo. Mas se eu pudesse pedir, para Deus, para a sorte, para seja lá o que for que possa interferir nas nossas vidas, pediria uma coisa só. Não importa se você vai pagar as contas, se vou por silicone, se vai ganhar mal ou se vou decidir virar escritora. Também não importa se eu vou trocar fraldas, trocar de carro,  ou se vamos nos mudar para a praia. O que me importa é viver, seja lá o que vier, com você. Seria meu único pedido: que fosse com você!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Dos amores de hoje já não sei nada. Dos de amanhã, pff, nem pergunte. Não sei mais o que é para durar, o que é para curtir e o que é para acabar. Porque a gente sabe, todo mundo sabe, existem amores que começam para terminar! Onde é que está o amor quando a música acaba, quando as luzes coloridas à noite não iluminam mais, quando as mãos se dão por conveniência, não por desejo de segurar, de ter perto. Sento diante de uma janela invisível e assisto a vida das pessoas que passam pela minha e as que ainda virão. Vida vai, vida vem, e o amor entre elas é que faz tudo girar. Quem é que nasceu para ser fiel? E quem é que nasceu para não ser? E será que existe essa coisa de nascer pra algo? Vai ser diferente sempre? Vai ser sempre assim? Não sei, mas o que eu sei é que o amor de hoje não está nos livros, nem nos textos da internet, nem mesmo na boca de quem diz amar. O amor de hoje está na rua, na boca do lixo, e cada dia fica pior, mais sujo, mais feio, mais curto. Pede um cigarro, ama, apaga o cigarro, não ama mais. Hoje o amor tem que tomar cuidado com o copo de vodka, com o número de latas que já se foram, com como a música está. O amor é momentâneo, é mutável a cada nova cena, a cada nova festa e os amantes ainda não estão preparados para isso. É como a nova tecnologia na mão das crianças que ainda não sabem usá-la. É preciso ser cabeça para amar hoje em dia. O ciúme e a disposição para ser amado são complicados de entender, de aceitar, de diluir. Se alguém tem ciúme, é um ciúme extremo. Se alguém quer ser amado, deseja um amor extremo. Se quer amar alguém, é devoção extrema. No mundo dos sentimentos superlativos eu continuo neutra, na minha janela, privilegiada de bons ângulos, assistindo a vida alheia. Porque eu sei, sei muito bem, que quando saio na rua existem mais dezenas de janelas e olhos me assistindo, analisando minha vida, meu modo de viver, minhas escolhas e atos. Todo mundo se olha e tenta entender o amor alheio, quando, na verdade, nem o nosso próprio amor é totalmente conhecido por nós. Somos reféns do eterno medo da grama do vizinho ser mais verde... e cortamos amores como cortamos matos!

domingo, 22 de julho de 2012

Arte final


Eu te vejo hoje, no meio dos meus medos, como o ponto final de toda minha dor e quando você chega as catástrofes param pra ver nosso beijo demorar um pouco mais do que o meu incrível mal humor pode suportar. Eu, hoje percebo que está em você toda a força e a coragem que o mundo tem me negado durante esses últimos dias. É no seu beijo insistente que eu encontro a maioria das respostas pras perguntas que eu nunca te fiz. De todos os corpos lindos, de todos os caras desejáveis, hoje, você me parece o mais interessante, porque tem o formato que eu gosto, tem o desenho que eu comecei, é a arte final do meu rascunho. Através de toda a sua luta pra vencer o meu pessimismo eu vejo a sua alma boa, me abraçando devagar, me pedindo pra respirar fundo e aguentar mais um dia, outro dia e outro e outro. Hoje a sua felicidade irritante já não me irrita e a minha ironia ácida já não me parece tão forte assim. Você me diluiu na sua água e vai me bebendo a goles curtos, lentos, saboreando cada gota de mim. Você me destilou pra te embriagar. E eu, pra não decepcionar, tento ser tudo isso que você desejou que eu fosse, porque você tem sido tudo que eu nunca desejei... mas que eu sempre precisei...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Quem é você?

Quem você pensa que é para chegar dessa forma e desorganizar a minha vida sempre tão organizada?
Quem te deu essa segurança irritante de saber o que me faz feliz?
Como você ousa me tirar da zona de conforto?
De onde você tirou essa petulância?
Quando foi que eu dei confiança para você me tocar com toda essa propriedade?
Quem autorizou você a me resgatar de um mundo tão meu? Mundo que eu criei e blindei para que ninguém mais pudesse chegar perto de mim
Quem te contou como eu gosto de ser beijada e abraçada? Quem revelou que eu finjo ser auto-suficiente, mas que no fundo não passo de um poço de fragilidade?
Por qual motivo se aproximou de mim, quando eu estava quieta?
Como é que a sua ausência pode me fazer sentir saudade imbecil?
De onde você veio?
Por que chega agora, quando eu já tinha decidido não me envolver?
Como se atreve a fazer desmoronar todo os planos frios e solitários que fiz pra mim?
Quem disse que eu queria que você viesse?
Quem é você?
Para onde você pensa que vai depois de mudar a minha vida?
Se não quiser esclarecer as minhas dúvidas, basta que fique perto

sábado, 16 de junho de 2012

Que seja agridoce.


Quão difícil é achar uma pessoa que te faça transbordar? Transbordar de sentimento, de paixão, de necessidade do outro. Transbordar de afeto, de desejo e porque não de tesão? Onde será que está a pessoa que vai me fazer transbordar novamente? Pensando a mesma coisa que eu? Me falam muitas vezes o quão difícil de lidar eu sou. O quão exigente para o amor, eu me tornei. E que assim eu nunca vou achar ninguém que seja o suficiente. O suficiente…. o que seria isso? Elas não entendem que eu não quero apenas o suficiente, eu quero o excesso. Não quero o suficiente, o limitado, o contado. Parece complicado, mas é mais fácil do que se imagina. Quero apenas o simples. Quão difícil é achar uma pessoa que goste de acampar, que goste de uma música boa, de assistir um filme, de dividir o milk shake e o último pedaço do bolo? Quero o simples do amor. Não quero cartas. Quem sabe um origami, aquele que você tanto tentou me ensinar. Quero que me mandem uma mensagem pedindo pra olhar a lua e me avisar que eu devia sair da frente desse computador e viver um pouco. Quero que joguem video-game comigo. E que amem isso. Quero que tenha brigas. Quero que tenha amassos de reconciliação. Quero um amor calmo, mas ao mesmo tempo que borbulhe. Não quero nhe nhe nhe demais, quero que seja na medida, que não enjoe, que seja agridoce. Quero alguém que me fale pra ficar quando eu gritar que vou embora. Quero alguém que fale por horas a fio comigo sobre séries, filmes e futebol. Que não se importe que eu vá na academia dia sim, outros 42 dias não. Alguém que apesar de ter me visto seis horas atrás, me abrace e sussurre ”Tava com saudade, pequena.” Quero a sensação de ver o mar e sentir ao mesmo tempo calma e euforia, quando eu vejo alguém. Quero a tremedeira nas pernas por causa de alguma presença. Quero olhar de cinco em cinco minutos pro visor do celular e desejar que alguém me salve. Quero ver as horas iguais e saber que não preciso disso para ter alguém pensando em mim. E apesar de não acreditar nisso, acreditar só por alguém. Quero que meus pais me envergonhem perguntando por alguém. E que eu sorria, por saber que existe alguém mesmo. Quero finalmente uma resposta pra dar a minha tia quando ela perguntar ”E os namorados?” e eu poder responder ”Foi jogar bola com meu irmão” Quero dedicatórias em livros, bilhetes na sacola do pão. Quero as borboletas invadindo meu estômago de novo. Quero alguém que cante ”Lucky” pra mim no violão. E acima de tudo, quero continuidade. Quero respeito. Não quero ser a única a me doar, muito menos a única a me doer. Quero reciprocidade. Quero alguém que aceite o meu ritmo. A c e l e r a d o, só que lento. E no final das contas, só quero a sorte de alguém querer o meu querer.

domingo, 20 de maio de 2012

Mais um sonho


Sonhei com você outra vez.
É aquele mesmo sonho que me persegue sempre.
Não vejo o seu rosto, mas o calor e o toque das suas mãos são tão reais que tenho a impressão de já ter te conhecido.
Quando estamos juntos, nesses momentos em que durmo e me transporto até você, é como se nada mais existisse pra mim… não há problemas, tédio, impaciência ou qualquer sensação ruim.
Somos nós dois e nada mais no mundo.
Tudo o que já vivi… todos os amores, todos os abraços e beijos tornam-se nada quando nos encontramos.
Essa noite você me abraçou de um jeito diferente… como se quisesse me contar alguma surpresa guardada a sete chaves, mas preferiu continuar quietinho.
Quando acordei, não pude escapar do pensamento de achar que talvez essa surpresa seja você aparecer, finalmente, fora dos meus sonhos.
Tenho acreditado cada vez mais, que você está chegando… sei que essa demora não é á tôa… talvez seja para testar a minha paciência.
Já sinto a sua presença como se a chegada fosse eminente e tenho planejado todas as coisas que quero dizer e fazer com você.
A espera tortura, cansa e as vezes desanima… mas ainda que alguns possam me chamar de louca, eu sei que você é o amor que eu tenho esperado.
Ao contrário do que muitos esperam, não estou aguardando ninguém perfeito… sei que vou brigar por causa da sua bagunça, do seu humor ou até por você esquecer alguma data importante, mas defeitos e obstáculos não tornam um amor menos verdadeiro.
Ainda não sei onde, nem como você vai entrar na minha vida… e nem estou preocupada com isso. Vai acontecer… na hora certa, vai acontecer!
Enquanto isso, continuo adorando te encontrar nos meus sonhos… a única coisa ruim, é essa saudade que sinto quando o dia amanhece.
Saudade imensa… de um beijo que eu ainda nem conheço!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ainda é você.


Mas você ainda faz o melhor sexo. E tem o melhor cheiro. O melhor gosto e isso não é falsidade ou elogio. É que isso é o tipo de coisa que a gente pode passar a vida sem, mas não esquece como é. Eu tenho o seu corpo numa memória tátil tão fiel que não preciso te abraçar pra saber a temperatura do seu corpo, ou te cheirar pra saber que cheiro vai ter. É o previsível que agrada. E é lógico que eu tenho medo de você engordar e ficar diferente disso que é hoje, mas paciência, se o humor continuar, se você ainda for como é hoje, tudo é possível de se relevar. Na pior das hipóteses, você mora de frente com a Via Morena: a gente corre junto!

Hoje, mais do que nunca, eu sei que eu não sou a única. E que nem sou a melhor, nem a mais especial. Não sou a que te tira o sono, nem a que te da um tesão de arrepiar a espinha só de aparecer. Sei disso com um aperto no coração, mas sei. E sei porque aprendi que você também não é nada disso. Você não é o que tem o corpo mais bonito, nem o que me faz perder a cabeça, nem o que me arranca os maiores suspiros, mas tudo bem. Você é o que me ganha os pensamentos, o que me vem quando tá tudo uma merda, o que surge nos dias frios, o que aparece pra me lembrar que ainda tem gente no mundo que vale mais do que tudo isso.


E logo eu, que gosto de uma putaria como ninguém, me peguei pensando em casar, ter filho, tomar jeito na vida e construir uma família. Logo eu, nova até demais, irresponsável e descompromissada. Logo eu, que tomei a iniciativa de dar a chance de o mundo te mostrar que eu realmente não era a melhor opção. Essa coisa de amor é uma loteria que você pode ganhar ou perder na mesma proporção de chances, mas a diferença é que a gente aposta sempre no mesmo número. Você é meu número, do meu tamanho, do jeito que eu quero.

Paro com toda essa bagunça, devolvo paz pra minha mãe, paro de me machucar todo fim de semana e deixo minhas amigas dormirem em paz sabendo que eu vou chegar viva até a segunda-feira. Paro com os homens feios e os bonitos. Paro com a bebedeira e as drogas esporádicas. Paro até com essa minha mania de querer conquistar os outros com algum talento. Paro com tudo pra receber você na minha casa, pra te dizer que é você que eu quero e pra te apresentar todos os meus defeitos e dizer tudo o que você vai ter que sofrer comigo, pra eu ter que sofrer com você e a gente viver junto.


Não vai ser fácil, falar de você NUNCA é fácil, falar com você então...
mas se você me perguntar a resposta é uma só: É claro que eu ainda te quero!