Ele
e seu roteiro batido. Jurando que eu ia me derreter em cada linha, cair de
amores no primeiro parágrafo. Mal sabe ele que eu sei cada vírgula de cor e na
segunda frase já caia sim, mas de sono. Típico carinha que procura romances com
data de validade, um amor pra vida toda que dure no máximo um mês. Porque toda
essa coisa de relacionamento, convívio, ceder e se doar é complexo e trabalhoso
demais e nada se resolve depois de uns copos de vodka. E qualquer tentativa a
longo prazo vem lacrado com uma faixa de perigo e cheia de riscos, dores e
feridas permanentes. E é tão mais prático brincar de casal. É tão mais fácil só
receber, fazer parte dos planos de tantas garotas que ele nem lembra o nome.
Não dói, tem coisa melhor que isso? Pra ele não e por que eu perderia meu tempo
tentando reverter a solidão de alguém? A troco de que eu ia passar horas
explicando que isso é patético? Continua brincando de ser feliz, só não me tira
como idiota. Decora teu texto e diz do modo mais convincente que você conseguir
pra qualquer uma nesse mundo, mas me poupa. Só me poupa. Que essas tentativas
de ficção de amor, com esse ar de sou-tão-esperto me ofendem e eu ando sem
paciência. Acontece que a gente tem mesmo esse instinto individualista e
solitário e eu tô dando espaço ao meu. Sabe, esse impulso de se isolar, esses
reflexos de egoísmo. Tô tentando ser na vida, quem eu sou no ônibus. Já entro
em busca de um banco completamente vazio e sento na janela. Se alguém senta do
lado, fico aflita procurando outro banco vago pro resto da viagem. Sem
conversinha furada, sem relatos sobre a vida ou previsão do tempo. Sem
ambulante, se desculpando por atrapalhar o silêncio da viagem, mas já
atrapalhando e muito. Só eu, comigo, pensando em mim e sentindo o vento no
rosto. Porque nessa de tentar, já perdi tempo, amor, sonhos, crenças, paciência
e me perdi também. Então vamos combinar assim: Fale à passageira somente o
indispensável. A menos que tenha algo a dizer melhor que o seu silêncio, o que
é difícil. Agradeço.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
In memória.
E lá se foram sete dias sem você, pequena. Em pensar que
você era sempre a primeira a ler cada texto meu. Esse você não vai. Justo esse, que é pra você.
Você deve estar aí de cima, me assistindo escrever isso aqui
e me chamando de ‘arregona’ ou de ‘pau mole’. Consigo
imaginar você falando. Consigo lembrar
da sua risada. Só não consigo te ouvir. A sua ausência faz silêncio nos lugares
mais barulhentos.
“Otárias, biscas, putas veias. A palavra amizade tem mais sentido agora.Conversas que só tem graça se forem na hora
estudar, madrugadas que só rendem aprendizado se forem na Adri (e se a prova for no dia
seguinte), notas baixas que
só não são tão ruins porque tá todo mundo na merda junto, trabalhos que se
forem em grupo tem que ser de SEIS pessoas e se não for a gente faz ser, noites
do pijama sensual que de sensual só tem o nome, cachaças que só tem graça se
vierem seguidas de um ‘que isso novinha?’ pra dançarmos até o chão, aulas chatas pra caramba que só
são superadas com muitos bilhetinhos e mensagens, almoços que só são bem
digeridos com muito refrigerante (e celulites de brinde), desilusões amorosas
que só não são tão doloridas porque é dor dividida em SEIS. É muita mulher pertubada. É muita TPM
todo mês. É muito coração partido junto. O resultado disso? Um sexteto.
Uma amizade pra vida toda (tenho certeza absoluta disso). Futuras
cirurgiões-dentistas muito bem servidas de parceria e ombro pra chorar. (af,
que deprê!) Se vai dar tudo certo eu não sei, só sei que se der errado eu to com
vocês, SEMPRE!”
Esse
texto me lembra que não são mais seis travesseiros, seis pratos na mesa, conta
do mercado dividida por seis. Cinco rodízios de sushi e um sobá pra você. Não
somos mais seis.
Faltam
17 dias pra viagem que a gente tanto sonhou. Sonhamos juntas. Contamos os dias
juntas. Um sonho que a gente vai viver por você, pra você. Cada sorriso, cada brinde,
cada música... você será lembrada em cada detalhe.
A
família odonto 2014, hoje pode ser chamada de família graças a você. As
picuinhas foram esquecidas, os grupinhos estão se desmanchando e até o clube do
bolinha dos meninos está aceitando a nossa companhia. Choramos juntos a sua partida
e hoje, somos uma família que tem até anjo. Fica em paz, amiga. A gente te ama.
Muito. Pra sempre.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
zi.
Ele me entende, ás vezes até mais que eu. E atura minhas loucuras,
minhas crises, meu peso. Atura sorrindo e me fazendo sorrir, só porque ficar do
meu lado é bom, independente do meu humor. Quando eu penso em desistir, ele me
carrega no colo. Quando eu acho que não posso mais aguentar e quero sumir do
mundo, ele me conta uma piada e me faz sentir leve outra vez. Só ele consegue,
acho que é um superpoder.
Imagina se mais alguém conseguiria botar um sorriso no meu rosto, quando já tô
pronta pra chorar. Quem mais consegue segurar meu mundo, sem nem fazer esforço?
Só ele suporta minhas neuroses com tranquilidade, porque a gente sempre acaba
rindo do quanto eu sou paranóica e criativa. Rindo do quanto a gente sabe tanto
um do outro, que é quase um só. Eu queria ficar no abraço dele pra sempre,
nessa sensação de proteção, meu porto seguro. Queria cuidar dos arranhões dele,
antes mesmo de surgirem. Queria evitar qualquer dor que pudesse chegar até a
ele, explicar pra cada pessoa nesse mundo o quanto ele é incrível e especial e
fazê-las prometer que nunca vão magoá-lo. Não sei, quando a gente tá junto não
existe tempo ou problemas. A gente se ama e eu morro de medo do tempo me levar
pra longe da coisa mais linda que aconteceu na minha vida.
Agora eu te pergunto, você conseguiria manter só uma amizade, com a
melhor pessoa do mundo? Pois é, eu consigo. Meu melhor amigo. Meu melhor.
Meu.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
De um jeito só meu
Gosto de
você de um jeito meio torto, de um jeito meio meu. Gosto de você em silêncio. Quieto. Gosto de você só pra mim. Não sou o
tipo de garota que diz que gosta de alguém. Não sou o tipo de garota que gosta
de admitir que gosta. Sou dessa que se faz de durona. Finge que não sente,
finge que não se importa. Tem medo de sentir, tem medo de viver, tem medo de
amar. Medo de um dia ter que admitir que tem sentimentos. Por você.
Gosto de você de um jeito meio louco, de um jeito meio meu. Fico aqui pensando em todas loucuras que eu faria por você. Queria ter tempo pra fazer. Sair correndo por aí sem destino. Tomar banho de chuva até não aguentar mais. Brigar até sentir vontade de te beijar. Ficar longe até a saudade não deixar.
Gosto de você de um jeito meio indiferente, de um jeito meio meu. Diz pra todos que não sente. Sempre fui assim. Mas quem vai negar.. Meu olhar é todo seu. Meus melhores beijos são seus. Meus mais quentes abraços são sempre seus. Minha despedida com você.. Que eu nunca queria ter de ter.
Gosto de você de um jeito meio distante, de um jeito meio meu. Fico aqui te observando, tão cuidadoso, tão feliz, tão meu. Fico aqui torcendo por você, tão de longe, tão eu. Fico aqui imaginando o que você sente, o que você pensa, o que você está fazendo. Fico aqui de longe porque eu não tenho outra opção, querendo que fosse meu, só meu. Fico só olhando. Admirando. Gostando. De um jeito só meu.
Gosto de você de um jeito meio louco, de um jeito meio meu. Fico aqui pensando em todas loucuras que eu faria por você. Queria ter tempo pra fazer. Sair correndo por aí sem destino. Tomar banho de chuva até não aguentar mais. Brigar até sentir vontade de te beijar. Ficar longe até a saudade não deixar.
Gosto de você de um jeito meio indiferente, de um jeito meio meu. Diz pra todos que não sente. Sempre fui assim. Mas quem vai negar.. Meu olhar é todo seu. Meus melhores beijos são seus. Meus mais quentes abraços são sempre seus. Minha despedida com você.. Que eu nunca queria ter de ter.
Gosto de você de um jeito meio distante, de um jeito meio meu. Fico aqui te observando, tão cuidadoso, tão feliz, tão meu. Fico aqui torcendo por você, tão de longe, tão eu. Fico aqui imaginando o que você sente, o que você pensa, o que você está fazendo. Fico aqui de longe porque eu não tenho outra opção, querendo que fosse meu, só meu. Fico só olhando. Admirando. Gostando. De um jeito só meu.
Esses caras não sabem nada sobre essas meninas.
Esses
caras não sabem nada sobre essas meninas. Não sabem porque escolheram não
saber, preferiram a segurança do raso, do simples, da opinião superficial
nascida de duas ou três cenas suspeitas que viram em festas, casadas com umas
fotos de ângulos depreciativos e mais uma meia dúzia de boatos que nunca
poderão ser comprovados. Uma porção de caras que olha pra essas meninas
sentindo a falsa segurança de saber exatamente quem são, o que pensam, como
erram, quais são seus desejos, suas fraquezas e seus pontos fortes. Acreditam
serem superiores por possuírem informações particulares sobre elas, mas que, na
verdade, não dizem nada sobre ninguém.
Esses caras não
sabem nada sobre essas meninas. Têm opiniões tão distorcidas que, em alguns
comentários aleatórios que ouvi, tive dúvidas sobre quem estavam falando. Às
vezes penso que eles se esquecem que elas saem para a rua, fazem o que quiserem
fazer, mas depois voltam para casa. Uma casa normal, com mãe, com pai, com
irmão, com beijinho na careca do vovô no final de semana, com lasanha, com
cachorro, com viagem de ano novo, com um monte de coisa de gente comum. Tem
cara que pensa que essas meninas nasceram dentro de uma balada, só vivem de
festa, funk, black e goró. Porra, que absurdo pensar que todo mundo é tão vazio
quanto eles são.
Esses caras não
sabem nada sobre essas meninas. Isso acontece porque o ciclo de relacionamento
com elas é mínimo, repetitivo e superficial. Eles as conhecem e, de cara, se
interessam no caminho para entrarem debaixo de suas saias. Depois eles se
sentem frustrados diante das negativas e começam a julgá-las por suas roupas,
porque dançam, porque bebem, porque ficam bebaças ou porque fumam demais. Não
importa, tudo será defeito, mesmo que não seja. Depois, diante do “foda-se” pra
esse monte de absurdos, eles começam a criar histórias, verdadeiros mitos
incríveis sobre coisas que elas supostamente fizeram, como fizeram, com quem
fizeram e, claro, sempre tem muito sexo e pouca testemunha nesses depoimentos.
Se fizeram ou não, ninguém sabe, mas caso seja verdade, nunca foi feito com
quem espalhou a história.
Esses caras não
sabem nada sobre essas meninas. E não sabem mesmo! Pica nenhuma! Nem o nome,
porque apelido hoje vale mais do que R.G. Não sabem porque não conseguem
conversar, não têm assunto que prenda uma mulher sentada por mais de cinco
minutos. É sempre a mesma merda, com os mesmos históricos, as mesmas piadas, o
mesmo bla bla bla eterno sobre as mesmas pessoas. Esses caras não perguntam
nada inteligente, não falam da faculdade ou do emprego delas (porque talvez nem
pensem que elas têm algum trabalho), não perguntam sobre gostos pessoais, não
emplacam alguma conversa com reflexão, nem que seja sobre um filme que passou
esses dias na TV. Eles simplesmente não se interessam por elas como pessoa, só
como diversão, como enfeite, como paisagem. Elas são bem mais que isso, pode
apostar!
Esses caras não
sabem nada sobre essas meninas. Eles não fazem ideia de quanto elas estudam,
trabalham e se esforçam para crescerem profissionalmente. Eles nem imaginam que
debaixo daquelas roupas provocantes, daqueles sorrisos espalhafatosos, das
danças sensuais, existe uma mulher que também quer ter filhos, também quer ter
uma família e também quer alguém que queira abraçá-las antes de dormir. Elas
também gostam de chocolates e flores, também gostam de conversar sobre
investimentos, dinheiro, carreira, planos pro futuro e até futebol, por que
não? Eles não pensam que essas meninas têm sentimentos e que deve ser foda
saber que um monte de gente fala absurdos falsos sobre elas. Essas meninas são
mais profundas do que tudo isso.
Esses caras não sabem nada sobre essas meninas. Não
sabem o quanto elas podem ser amáveis, românticas, dóceis e meigas se forem tratadas como merecem. Eles não sabem como podem ser sensuais dormindo, como pode ser divertido passar a tarde na sala de casa comendo besteira e vendo os programas ruins na televisão ao lado delas. Eles não sabem sobre suas preferências, nenhuma delas, mas poderiam se surpreender caso começassem a aprender mais. Eles não sabem que elas sabem de cinema, que ouvem samba de roda, que têm tradições familiares sólidas, que são vegetarianas, que não têm pai, que têm irmão mais novo, que têm uma porção de medos bobos que jamais aparecem. Elas são tão incríveis, cheias de segredos e virtudes, que quase não dá pra acreditar. Elas sabem de seus próprios valores, eles não.
Esses caras não sabem nada sobre essas meninas e não dão o mínimo valor para as pérolas e diamantes que têm diante de si. Se perdem admirados em uma figura atraente e esquecem de lembrar que todo mundo é um universo a ser explorado. Esquecem que dançar no pole dance não deixa ninguém mais burro ou menos interessante. Esquecem que beber mais que um homem não deixa mulher nenhuma menos bonita e nem sem valor. Esquecem que não sabem de nada pensando saberem tudo e que esse tipo de preconceito nunca dá certo. Esses caras vão saber alguma coisa sobre essas meninas quando um homem de verdade sair da caixa, passar por cima do monte de merdas “que o povo conta” e mergulhar nesse monte de mini universos fascinantes. Eles vão saber quando um amigo contar que essas meninas são incríveis, que estão felizes ao lado delas e que, mais cedo ou mais tarde, iria aparecer a pessoa certa. Elas aparecem certas para os caras certos!
Mas esses caras não sabem nada sobre essas meninas e isso é um problema só deles.
ADORÁVEL ESTRANHO.
Tá, não é mais um estranho agora, mas eu gosto de chamá-lo
assim, ainda que
Tenho mostras de cuidado e atenção sem parar, e, embora esteja completamente confusa e sem saber o que fazer ou como isso
aconteceu, tô adorando
ser essa mulher comum! Que experimenta o guarda-roupa inteiro prá
poder ficar à altura de uma camiseta com
bermuda, que sente uma honra imensa simplesmente em
ser apresentada aos seus amigos. Enfim, tô feliz e não nego mesmo. E assumo a culpa, a culpa é do meu
estranho adorável, com cara de menino e jeito de macho, do
tipo que se faz inteiro e não precisa pedir atenção,
ele é digno de toda atenção do mundo e de todo carinho e de todos os
beijos, abraços e gemidos possíveis.
De tanto pensar sobre como a rainha do gelo chegou ao ponto de se
sujeitar à correr esse risco real e ameaçador de
se ferrar muito, acho que deu pani e não pensei mais, só
vivi, é. Vivi. E os dias ao lado dele foram incríveis ao ponto de
não caberem em palavras e, mesmo sabendo que todas as coisas (e pessoas) desse
mundo foram destinadas à mudança (o que pode não ser uma coisa boa), eu
estou plena em cada segundo. Hoje, me agarro apenas na certeza de que a
gente ainda vai se encontrar por aí...
Tomara.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Lá se foram 9 meses...
Começou a ficar agressivo, como se a gente não tivesse mais que ser
delicado ou ter respeito um pelo outro. Depois as pequenas coisas se tornaram
enormes e tudo que era problema se tornou arma, objetos cortantes, coisas
pontiagudas que a gente jogava um no outro pra machucar. Aí a gente tentou
ficar bem, tentamos acertar e o acerto tinha remendos demais, cicatrizes
demais, pedaços demais. Acho que a coisa mais difícil de terminar um namoro
onde os dois se amam é conseguir acreditar que isso é o melhor a fazer. Prefiro
chorar sozinha com a certeza de que ele me ama como eu o amo do que chorar
frustrada por ter acabado com nossos sonhos e histórias no meio de uma briga
imbecil alimentando um ódio que não é verdadeiro. A gente viveu uma história de
cinema, um romance de novela e até hoje não vi um casal mais bonito do que nós
fomos. Mas a verdade é que prefiro te perder para o tempo e seguir sozinha do
que te perder para mim mesma e não poder me perdoar. Acho que eu te amo até o
fim dos tempos, mas espero que eu e você possamos viver de uma maneira justa,
digna, honesta e, se possível, feliz, pra levar nossa mágica pra vida dos
nossos amigos, dos nossos próximos e pra nós mesmos. Vai doer em mim, vai doer
em você, mas vai passar... sempre passa.
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